SEM TÍTULO

Que este é um blog sério eu já disse. Portanto, volto a repetir: não há aqui lugar para gracinhas. Mas o que fazer, se não dar o dito por não dito quando um amigo engraçadinho e inteligente manda uma coisa também engraçadinha e inteligente assim como esta?

"Vocês sabem que hoje em dia o seguro de um automóvel é indispensável. Não podemos deixar nem Uno de nossos Benz a Mercedes desses ladrões que fazem a Fiesta, nessa Honda de assaltos!!! A Marea está Brava! Quem não segura o seu automóvel, pode se Ferrari e depois só GM pelos cantos ou fica a Ranger os dentes e a Courier de um lado para outro, vigiando a Strada e perguntando: - Kadett meu carro??????. Faz a maior Siena e fica Palio de nervoso!!! Aí, vai rezar um terço para Santana ajudar... Mas isto não Elba stante para ter seu carro de volta! Seguro é o Tipo de negocio difícil, Mazda para resolver, sem ficar com cara de Besta no final!!! O seguro é um Prêmio para quem o faz!!! Tempra todo veículo. Tem Parati também. E, na hora de fazer o seguro do seu carro, pense nas Variantes... Afinal Quantum mais opções, melhor! Você vai ver que o nosso seguro é legal às Pampa... Por isso, ele oFusca os demais, e vai marcar um Gol na hora do Accord!!! Não deixe o prazo Passat!... Monza obra! Venha Logus! Estamos Kombi nados??? Espero seu contato... Visite nossa agência e se Accent na frente do Galant, que é o nosso gerente! P.S.: Não se esqueça de levar o Stratus de seu banco e colocar um Blazer bem bonito, parecendo um Diplomata de Classe A. Mas, não deixe de olhar todos os Topic do contrato. Somos bem melhores Kia concorrência e se você perder esta Xantia, vai se Corsa todo de raiva, o Ka??? Com nosso seguro, você pode passar um Weekend tranquilo, pela praia de Ipanema que, se roubarem seu carro, mesmo que seja em dia de Eclipse, você não terá problema. Temos nossa Suprema garantia de pagamento em prazo recorde!!! Não precisa D20 dias, como outros que tem por aí... Hoje mesmo estamos pagando um seguro de um roubo que ocorreu A10 dias, S10 se, nós pagaríamos antes até!!! Você pode estar em qualquer lugar, de um Polo ao outro, que nós damos a assistência que precisar!!! E só Scania os documentos e mandar por e-mail mesmo! Faça seguro! É Clarus que é bom! Boa Voyage e Pointer final. OBS: Se você achou este texto interessante, Cherokee e Mondeo para seus amigos! ".

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Escrito por Homero Vianna às 18h13
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O HUMILDE FILHO DO BRASIL

LUIZ Inácio, todos sabem, passa mais tempo fora do País do que em Brasília, seu local de trabalho. Tudo é pretexto para mais uma turnê mundo afora. Também, convenhamos, poucas pessoas agiriam diferente se tivessem um aerolula, supra-sumo do luxo, a sua disposição; se tivessem todas as despesas pagas pelo erário; se tivessem um cartão corporativo insuscetível de fiscalização; se ainda por cima recebessem diária pelo “sacrifício”. Só que, dessa vez, o Homem que Veio ao Mundo Para Nos Salvar exagerou um pouco na dose. Como exagerou! Leiam a carta enviada ao JB pelo leitor Humberto Schuwartz e constatem que aquele que faz de sua infância pobre uma bandeira política para enganar trouxas, continua humilde, muito humilde...

Nosso poliglota unilateral (só fala português, mas ouve todas as línguas) e exótico líder mundial participou, há dias, da Cimeira Ibero-Americana em Lisboa. Por questões de segurança foi reservado para uso exclusivo dos participantes o Hotel Mirage, em Cascais, onde a suíte mais cara é de 500 euros, mas com todas as despesas pagas pelo governo português. Lula, no entanto, não gostou e se mudou para a suíte de cobertura em outro hotel, onde a diária sobe para 3.500 euros. E sua comitiva, num luxo só, ocupou o restante do andar, só que, desta feita, com tudo pago pelo Brasil. Não é isso um desrespeito ao povo brasileiro, carente dos serviços mais elementares (saúde, educação, transportes, saneamento, segurança, rodovias)? Nosso presidente recomenda sobriedade mas pouco está se lixando para o povo e para as finanças brasileiras”.

Pois é, e somos nós que, segundo a Santa Figura, pertencemos azelitis      



Escrito por Homero Vianna às 20h51
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PEQUENAS CONSIDERAÇÕES DOMINICAIS

VEJAM só quanta maldade do meu amigo Antônio Soares. Segundo ele, o Filho do Brasil só nomeou Ricardo Levandowski para o Supremo Tribunal Federal porque leu errado o sobrenome dele. Pensou que fosse Levando Whisky. Só prendendo e fuzilando.

 ISSA, aquele candidato a vereador que fez campanha dando gritinhos histéricos pela cidade, deu o ar da graça. Foi à tribuna da Câmara para pedir ao prefeito Jorge Roberto uma fiscalização maior com relação ao que ele chama de “saliência” dos cães. Quer que, na hora agá, o casal seja levado para um lugar reservado, longe dos olhos pudicos da cidade. Se o prefeito for na conversa dele, vem aí o motel da cachorrada...

 DO JORNAL O Globo: “O passeio de Lulinha e amigos no jato presidencial, pago por impostos, ‘baseia-se numa prerrogativa tradicionalmente exercida no Brasil’, explica o Planalto. Pois é: Este é o problema”. E dizer que eles vieram justamente para varrer essas prerrogativas “tradicionalmente exercidas no Brasil”...

 PALAVRAS de Jarbas Vasconcelos, mostrando que o PMDB não é feito só de adesistas: “O país está passando por um período de profunda mediocridade. O presidente é muito responsável por isso, na proporção que tece loas ao fato de ser quase analfabeto, não ter instrução e ter vindo de baixo”. E depois de ler o artigo de César Benjamin, na Folha, conclui-se que veio bem de baixo mesmo.

 SEGUNDO a revista Veja, o genro do presidente Luiz Inácio “aparece em investigação da Polícia Federal conversando com empresário acusado de formação de quadrilha, estelionato e corrupção”. Afirma a PF que o príncipe consorte usou essa condição para, como lobista, “ajudar a abrir as portas do governo para a quadrilha”, e que, nessa época, houve uma doação suspeita para a filha do Homi. Mas, é claro, não vai dar em nada. Eles podem...

 O GOVERNO brasileiro, a exemplo de seus pares bolivarianos, não gostou da eleição que projeta um epílogo para a novela hondurenha. “Não vamos reconhecer!” – gritou o Homem de Garanhuns cheio de raivinha. E aí? Perguntarão vocês. E aí nada. O novo presidente vai tomar posse, Chávez e sua patota vão ficar chupando o dedo e a vida em Honduras vai seguir normalmente. E Zelaya? Bem, Zelaya fica para o Itamaraty como prêmio de consolação...

ATENTEMOS para o lado bom do propinoduto do governador Arruda e seu séquito brasiliense. Graças a eles a corrupção voltou a ser algo condenável, com gente na rua protestando. Acho que, daqui pra frente, acabou aquela história de “fazemos porque todo mundo faz”, “eu não sabia”, “eram recursos não contabilizados”, “fui traído pelos aloprados” e coisas do tipo. Ou será que não?

 AILEDA de Mattos, professora da UFRJ, manifestou através de um artigo sua preocupação com o que vem ocorrendo no país. Desse artigo extraí este pequeno trecho em que ela aborda o filme de exaltação à figura do presidente: “A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecência de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST”. Só não concordo com o “indecência de filme”. A indecência está justamente nas partes que o filme não mostra…

VOCÊS viram o que está escrito em uma das faixas que os baderneiros, travestidos de estudantes, estenderam na Câmara Distrital de Brasília?: “Nem todo patife é ladrão MAIS todo ladrão é político”. Que nem todo patife é ladrão, convenhamos, é verdade. Mas não é verdade que todo ladrão seja político. Há os que não são políticos, e não sabem a diferença entre MAIS e MAS. São os ladrões do dinheiro dos pais, pois trocam a sala de aula pela baderna e... não aprendem a escrever.

 

CABE a pergunta: quando é que a nossa primeira-dama vai renunciar à cidadania italiana, que, como se sabe, é extensiva a seu marido? Afinal, um país onde, segundo os porta-vozes palacianos – com os quais ele deve concordar –, há um processo galopante de fascismo, não me parece adequado à família Silva...

ANCELMO Gois revela em sua coluna que o pessoal da ONU que organiza a reunião mundial sobre mudanças climáticas, em Copenhague, está impressionado com os cerca de 800 integrantes da delegação brasileira. Mais impressionados ficariam se soubessem que boa parte desse batalhão, além das mordomias e de não ter nada para fazer lá, ainda recebe diárias.

SATURNINO Braga andava meio apagado mas virou notícia por ter caído no conto do sequestro. Os vagabundos ligaram dizendo que estavam com a filha dele e pediam uma recompensa para liberá-la. Embora se trate de golpe mais do que manjado, ele acreditou e "morreu" em mil reais e dois relógios. Só depois o ex-senador ligou para a filha e ela mesma atendeu para dizer que nem havia saído de casa. Ô Saturnino, vê se aprende, da próxima vez liga antes.

AMANHÃ vou publicar a carta enviada ao JB por um leitor bem informado. É claro que, como já disse, nada nesse governo surpreende, mas o teor dessa carta é estarrecedor. Aguadem.

 

 

 

 
 



Escrito por Homero Vianna às 18h38
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ISSO QUE VOCÊS ESTÃO VENDO AÍ EM CIMA VEM A SER, NADA MAIS NADA MENOS, DO QUE O ACAMPAMENTO DO MST EM PARIS. NÃO, NÃO É PRAÇA PARIS, NÃO. É PARIS MESMO, A CIDADE LUZ! O QUE ESSA RATATUIA FOI FAZER LÁ EU NÃO SEI. AGORA, QUEM ESTÁ PAGANDO AS DESPESAS, É PRECISO DIZER???



Escrito por Homero Vianna às 15h08
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JORNALISTAS E "jornalistas"
ESCREVI este post em maio de 2007 no meu blog anterior. Como é matéria que continua atual, achei que vale a pena republicar. Principalmente depois que o presidente e sua candidata cairam de pau na imprensa, e ficamos sabedores de que o indefectível Zé Dirceu está percorrendo as cidades do país para cooptar - naturalmente com R$$$ - jornais e jornalecos.  
VOCÊS já devem ter reparado: todo governo descompromissado com a ética e pouco afeito à moral detesta jornalistas. É claro que não falo daqueles jornalistas entre aspas, que usam essa condição para subir na vida. Esses, pelo contrário, todo governo, corrupto ou não, adora; dedica-lhes toda a generosidade oficial. São os chamados chapas-brancas. Estou falando  dos verdadeiros jornalistas, dos que têm a coragem de denunciar, de gritar pega ladrão. Felizmente, essa avis rara, resistindo a todo tipo de adversidade, e recebendo até ameaças de morte, ainda existe no país. E como não conseguem cooptá-los, e incomodadas com eles, as hostes palacianas dão tratos à bola na busca de uma forma de silenciá-los. O arremedo de solução mais recente partiu de Berzoini (logo de quem...). Segundo esse buffone da corte, que todos nós conhecemos bem, a Justiça Eleitoral  deveria - vejam só - "controlar os meios de comunicação". Para isso, na vontade dele,  ela incluiria entre suas atribuições a filtragem do noticiário. Sentiram, né? Nada de noticiar mensalões, sanguessugas, compra de partidos, dossiês e outras trampas. Dinheiro na cueca, então, nem pensar. À mentira da farta propaganda oficial somar-se-ia  apenas um noticiário morno. Só seriam permitidas notícias boas. Assim entendidas, obviamente, as pró governo,  produzidas pelo que os petistas chamam de "bom jornalismo". Aquele tipo de jornalismo com viés palaciano que emprega parentes e rende até ministério. Aliás, Franklin Martins está aí mesmo para não me deixar mentir...


Escrito por Homero Vianna às 10h06
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A CORRUPÇÃO É NOSSA!

 HÁ QUEM diga que são os ares de Brasília. Vocês sabem: aquela falta de praia, de lazer e de esquinas para bate-papos. O sujeito, sem outra opção, fica então suscetível de se dedicar à prática do esporte favorito da cidade: o assalto aos cofres públicos. Nessa última rodada de corrupção explícita, a cueca, coadjuvada pela meia, voltou em grande estilo. Tudo me leva a crer que na nossa capital até os muito magros só usam as de tamanho GG. Aliás, os tamanhos das ditas cujas devem observar a quantidade de notas que vão abrigar; os vendedores perguntando: - “Quantos pacotes o distinto pretende enfiar nela? Temos para vinte mil, cinquenta mil e modelo king size para 100 mil”. Agora, amigos, há que se ressalvar a religiosidade dessa gente. Aquela oração de agradecimento ao distribuidor da grana foi comovente. E como não se comover com a intenção revelada de aplicar o dinheiro em panetone para os pobres? Foi essa intenção que deve ter balançado o coração do presidente Luiz Inácio, ainda mais se sabendo que ele já passou por isso. Talvez pela força do hábito, por solidariedade ou, quem sabe, querendo se passar por bom samaritano, fez pouco caso das imagens mostradas na televisão; acha que não devemos nos deixar levar por elas. "Imagens não falam por si" - bradou. Mas o pessoal da rebimboca da parafuseta não perdeu tempo. Imediatamente, essa patota, que por ocasião da orgia mensaleira do PT não saiu da toca, já está na rua com suas passeatas, seus quebra-quebras e seus gritos de ordem. Em contrapartida com 2005, quando nem um mísero pedido de impeachment foi feito, até agora nada menos do que seis requerimentos já foram protocolados na Câmara por esses paladinos da decência. Arrisco um palpite: a maior parte dessa gente está é indignada com a concorrência...           

 



Escrito por Homero Vianna às 08h20
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A DOR DE ROBIN WILLIAMS:

 

EU TAMBÉM não gostei nem um pouco daquela piada sem graça do Robin Williams. Mas acho que a boçalidade do chiste não justificaria a reação, também com alto grau de boçalidade, do prefeito carioca. Eu sei que a qualidade dos nossos governantes, hoje, deixa muito a desejar. Como sei que a maioria prima pela falta de princípios. Mas não há dúvida de que o alcaide ultrapassou as expectativas ao falar em “dor de corno”. Poderia falar em mágoa, coisas desse tipo. Mas preferiu o linguajar apropriado aos frequentadores daquela zona vizinha à sede da prefeitura. É claro que o ator apenas brincou. Ele deve saber que a turma do COI responsável pela escolha tem outras preferências... Além do mais, no Brasil coca não tem vez! Só serve, no máximo para fazer colar, como o visto na foto acima – a piada, peço perdão, agora ficou por minha conta. Aliás, a respeito dessa foto Reinaldo Azevedo, na época, escreveu o que vocês vão ler aí embaixo.     

Lula foi à Bolívia, justamente ao departamento que responde pela produção de grande parte da cocaína que se consome no Brasil, e discursou em favor de Evo Morales. Mais do que isso: ofereceu-lhe dinheiro. Ainda que fosse verdadeiro o discurso vigarista de que a folha de coca serve principalmente à tradição cultural dos índios, os nativos em questão são da Bolívia. Lula não tem nada com isso. No que nos diz respeito, aquele troço que ele traz no pescoço remete a uma rotina que mata milhares de pessoas por ano, que espalha flagelo nas ruas e nos lares. Esse colar é um delírio de onipotência e uma irresponsabilidade. Essa foto tem de ser editada ao lado dos muitos cadáveres que assombram o cotidiano brasileiro, frutos do tráfico de drogas. Lula acredita que sua popularidade lhe dá o direito de financiar um governo que, na prática, se associou ao narcotráfico. Tudo em nome da união dos países da América do Sul contra os… EUA!!! Não há escapatória: os colares que se vêem acima são para cheirar, não para enfeitar”. Falooou.

 

 



Escrito por Homero Vianna às 21h02
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J. R. GUZZO

DEUS me privou do sentimento da inveja. Se bem que, vez por outra, esse sentimento passe bem por perto... É quando, por exemplo, eu me deparo com alguém capaz de retratar com rara perícia e palavras exatas um momento político. E isso, confesso, aconteceu outro dia ao ler a crônica de JR Guzzo, intitulada “É Nisso Que Dá”, publicada na revista Veja. Para afastar esse sentimento malsão, faço um resumo dela neste blog, fazendo de conta que eu mesmo escrevi:

Os estilos podem variar, mas todos os regime totalitários, naturalmente, têm coisas essenciais em comum, e essas não mudam nunca. Uma das que mais prezam é o culto sistemático à mentira. O Brasil oficial de hoje, cada vez mais, faz um esforço concentrado para mentir. Um governo não se transforma em ditadura só porque mente; é preciso fazer bem mais, e bem pior que isso, para chegar lá. Mas quando copia com tanto empenho um dos métodos de ação mais utilizados pelos regimes de força acaba ficando, sem dúvida, mais parecido com eles. Nessa salada entra tudo. Há a mentira pura e simples, em que se negam fatos que comprovadamente aconteceram – ou se garante a existência de fatos jamais acontecidos. Há a ocultação da verdade. Há a propagação de realizações inexistentes. Há as explicações, justificativas e desculpas falsas para erros que não foi possível esconder. Há mentiras bem contadas e mentiras mal contadas, as que vêm disfarçadas como equívocos e as que são ditas com as piores intenções – no fundo, apenas mentiras, todas elas, como a população teve mais uma oportunidade de constatar no recente episódio do apagão geral, que deixou dezoito estados sem luz nem energia. Diversas modalidades de mentira que fazem parte do repertório habitual do governo foram utilizadas na ocasião, mas ninguém ofereceu um resumo melhor dessa maneira de governar do que a ministra Dilma Rousseff. ‘Não vai ter apagão’, havia garantido quinze dias antes; disse que isso era ‘uma certeza’. Quando o problema surgiu, ela sumiu. (...). Até reaparecer, dois dias depois, sustentando que não tinha falado em apagão, e sim que não haveria ‘racionamento’. Mas falou – está gravado na entrevista que deu ao programa Bom Dia Ministro, em 29 de outubro. Em seguida, sempre no procedimento-padrão do governo, Dilma deu o caso ‘ por encerrado’. E a realidade dos fatos? Foi apagada da memória oficial”.   



Escrito por Homero Vianna às 17h42
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PEQUENAS CONSIDERAÇÕES DOMINICAIS

 

VEJAM até onde pode chegar o parangolé demagógico dessa gente. Depois do funk, supra-sumo do analfabetismo musical, ser imortalizado, chegou a vez da capoeira. Por decreto, o governador Serginho Cabral tornou esse tipo de briga em “Patrimônio do Estado”. Devem estar na fila o despacho na encruzilhada e o malabarismo em sinal de trânsito...

 ALGUÉM precisa dizer a Tarso Genro que não há qualquer similitude entre as situações de seu protegido Battisti e a de Olga Benario. Ele, um condenado que precisa ser entregue à justiça de seu país para cumprir a pena que lhe foi imposta; ela, entregue aos nazistas pelo governo Vargas porque era comunista e judia. Se alguém disser, ele talvez pare de falar bobagens.

 E A DILMA, hein? A leoa, que rugia contra os ambientalistas em defesa da expansão produtiva e batia de frente com a ministra Marina, mudou. Transformada em musa do meio ambiente, botou o ministro Minc pra escanteio e vai chefiar nossa delegação no me engana que eu gosto ambiental de Copenhague. Ainda como parte do enredo, posou vitoriosa no circo armado pelo governo para anunciar a queda do desmatamento na Amazônia para 7.000km2. Vocês têm ideia do que sejam 7 mil quilômetros quadrados? Não? Só para efeito de comparação: a área da Baía de Guanabara é de 380km2. Há justificativa para a tal festa eleitoreira?

DIA sim, outro também, vem a baila, trazida por jornalistas engajados, a conversa mole de Luiz Inácio com dona Canô, onde o Homem de Garanhuns pontifica como exemplo de finura, perdoando o filho dela. É bem feito, Caetano, quem mandou cutucar o Rei da Cocada Preta com aquelas verdades? Não sabia que não pode? É pena que não publiquem o que ele deve dizer de você entre quatro paredes, ocasião em que sua centenária mãezinha deve sofrer mais do que mãe de juiz de futebol...

 FORMIDÁVEL. Não há outra definição para o que disse Chico Alencar para justificar seu apoio ao assassino Battisti. Leiam: “A atuação política de Battisti mobilizou parcela de sua então jovem geração, embora os caminhos escolhidos possam ser problematizados”. Pois é, só que nesses caminhos, que podem ser “problematizados”, há os cadáveres de quatro de suas vítimas clamando por justiça.

 ESTÁ esquentando a briga pelos royalties do pré-sal. Cabralzinho, que em sua santa ingenuidade acreditou no presidente, está uma fera; diz que fomos roubados. Por outro lado, o petista Maurício Rands, puxando a brasa para sua sardinha nordestina, faz ironia com os fluminenses: “Ninguém é mais brasileiro porque nasceu a 300 quilômetros de um poço de petróleo”. Tudo bem, mas quem nasceu – e vive – a 300 quilômetros de um poço de petróleo arca com as consequências, ambientais e econômicas, de sua exploração. Será que não disseram isso a ele?

DIOGO Mainardi tem opinião formada sobre Luiz Inácio: “Quem é Lula? Eu o resumiria numa única linha: um retirante maroto que sonha em se transformar em José Sarney”. Eu diria que ele já transformou o sonho em realidade...

 OS EXEMPLOS vêm de cima. Sejam eles bons ou maus. Outro dia assisti na televisão a cenas de barbárie em uma escola; alunos destruindo carteiras, cadeiras e tudo o mais que encontrassem pela frente. Qual a explicação para isso? A explicação talvez tenha sido encontrada por Miriam Leitão ao analisar a discurseira do presidente exaltando o não estudo. O que se poderia esperar, por exemplo, de coisas como: “Tem gente que pensa que inteligência está ligada à quantidade de anos de escolaridade. Nada mais burro que isso”; ou: “Vão morrer sem entender por que um metalúrgico que não tem diploma universitário é capaz de fazer mais do que eles”. E é ela quem conclui: “Imaginem o impacto disso na cabeça de milhões de crianças e adolescentes no Brasil!”. É isso aí, burro, segundo ele, é você que, em vez de fazer política sindical, estudou...

 O PRESIDENTE da Associação dos Magistrados do Brasil se disse preocupado com a atual forma de nomeação para os tribunais superiores. Elas invariavelmente vêm recaindo não em juízes de carreira, mas em advogados com prestígio junto aos poderosos da hora, o que compromete a isenção necessária ao prestador jurisdicional. Trata-se de uma voz respeitosa, mas que vai certamente ser levada pelo vento. E as coisas vão continuar como estão, pois se trata de parte do esquema de poder instalado no país. E vêm coisas piores por aí!

 POIS É, amigos, quando a gente pensa que já viu tudo em forma de cafajestagem política, eis que eles aparecem com uma nova modalidade. Não sei se vocês leram nos jornais: o ministério da Cultura produziu um folheto em que pede voto para os deputados que votaram a favor de projetos de seu interesse. Vejam bem, um ministério fazendo propaganda eleitoral. O ministro, que a princípio negou a autoria, pego na mentira confessou. Em um país sério era caso de demissão seguida de um processo criminal. Mas aqui...

 O “SUCATINHA”, um dos aviões que servem à presidência, foi usado pelo filho do Homi para uma viagem de lazer, juntamente com mais quinze amigos, de São Paulo a Brasília. Como não é a primeira vez que essa viagem da alegria acontece, fica a sugestão para rebatizar-se o avião. Daqui pra frente, nada de “Sucatinha”, vai passar a se chamar “Aerolulinha”.

 PARA reflexão, cito uma felicíssima colocação do antropólogo Roberto Da Matta: “Há uma receita do bom senso importante no que diz respeito às homenagens: só se faz estátua, livro ou filme depois que o sujeito bateu as botas. A menos que queiramos transformá-lo em faraó; ou coisa pior”. Sábias palavras.

PARA encerrar, a genial definição de Reinaldo Azevedo para o filho do filho do Brasil: "Lulinha, o neto do Brasil". Faz sentido. Olha aí, Barretão, dá pra fazer mais um filme... A Oi está aí mesmo pra bancar.       

 
         

 

 



Escrito por Homero Vianna às 12h13
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O CASO INSEPULTO ASSOMBRA O PT

O texto que vocês vão ler, cujo título é este aí em cima, tem a força de um libelo. Foi escrito por Augusto Nunes em seu blog, e o transcrevo por se tratar de matéria que precisa ser espalhada ao máximo para que não caia no esquecimento.

SE FOSSE só prefeito, Celso Daniel já teria brilho suficiente para figurar na constelação das estrelas nacionais do PT. Uma das maiores cidades do país, Santo André é a primeira letra do ABC, berço político de Lula e do partido. Mas em janeiro de 2002 ele já cruzara as fronteiras da administração municipal para coordenar a montagem do programa de governo do candidato à Presidência. Ocupava o mesmo cargo que transformaria Antônio Palocci em ministro da Fazenda quando foi sequestrado numa esquina de São Paulo, torturado e assassinado a tiros. FOI um crime político, berraram em coro os Altos Companheiro já no momento em que o corpo foi encontrado numa estrada de terra perto da capital. A comissão de frente escalada pelo PT para o cortejo fúnebre, liderada por José Dirceu, Aloízio Mercadante e Luiz Eduardo Greenhalgh, caprichou no visual. O olhar colérico, os trajes de quem não tivera tempo nem cabeça para combinar o paletó com a gravata, o choro dos inconsoláveis, os cabelos cuidadosamente desalinhados - todos os detalhes da paisagem endossavam a discurseira. ATÉ ALI, sabia-se apenas o que tinha contado o empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, ex-assessor de Celso Daniel. Segundo o relato, os dois voltavam do jantar no restaurante em São Paulo quando o carro (blindado) foi interceptado numa esquina por bandidos que, por motivos misteriosos, levaram só o prefeito e permitiram que a testemunha sobrevivesse. O depoimento de Sombra, que merecia ficar sob suspeição só pelo apelido, pareceu tão verossímil quando uma nevasca no Nordeste. Mas a comissão de frente não estava interessada em enxergar contradições no samba-enredo. Queria entrar logo na avenida e levantar a arquibancada no gogó. A LETRA decorada pelo PT garantia que Celso Daniel fora assassinado por motivos políticos. Dirceu e Mercadante lembraram que panfletos atribuídos a uma misteriosa organização ultradireitista haviam prometido a execução de dirigentes petistas. Greenhalgh informou que o presidente Fernando Henrique Cardoso não tomara as devidas providências. Animados com a indiferença do governo, como recitou o trio, os carrascos resolveram agir: Celso Daniel foi o primeiro. EM POUCO tempo, a polícia paulista prendeu alguns prontuários ambulantes, que assumiram a autoria do assassinato. O governo tucano de Geraldo Alckmin deu o caso por encerrado. Estranhamente, o PT gostou do desfecho e passou a endossar a tese do crime comum. A família de Celso Daniel não concordou. O Ministério Público achou a conclusão apressada e seguiu investigando o caso. Logo emergiram evidências de que o crime tivera motivações políticas, sim. Só que os bandidos eram ligados ao próprio PT. EMPRESÁRIOS da área de transportes e pelo menos um secretário municipal haviam forjado o embrião do que o Brasil contemplaria, em escala extraordinariamente ampliada, com as investigações em torno do mensalão. Praticando extorsões ou desviando dinheiro público, a quadrilha infiltrada na administração de Santo André supria campanhas do PT. Precisamente por isso, a turma que trocou preces por imprecações improcedentes no dia do enterro do prefeito tratou de impedir que as investigações avançassem. ACUSADO de mandante do crime, Sombra ficou preso entre dezembro de 2003 e junho de 2004. Em nenhum momento os chefes do PT se interessaram por apurar seu envolvimento no episódio. Ao contrário: todos trabalharam para enterrar a história o quanto antes, como comprovam conversas telefônicas entre figurões do partido e amigos arrolados no grupo de suspeitos. NUMA das gravações, Gilberto Carvalho, que pouco antes do crime fora escalado pelo PT para instalar-se na prefeitura de Santo André como uma espécie de interventor, conversa com Sombra. Já promovido a número um na relação dos possíveis mandantes, Sombra andava inquieto. Carvalho, hoje secretário do presidente da República, procura tranqüilizá-lo: ‘Marcamos às três horas na casa do José Dirceu. Vamos conversar um pouco sobre nossa tática da semana, né? Porque nós temos que ir para a contra-ofensiva’. A voz de Sombra avisa que o suspeito gostou de saber da movimentação fraternal: ‘Vou falar com meus advogados amanhã. Nossa idéia é colocar essa investigação sob suspeição’. Carvalho concorda com a manobra: ‘Acho que é um bom caminho’. EM OUTRA conversa, a inquietação de Sombra foi berrada ao parceiro Klinger Oliveira Souza, secretário de Assuntos Municipais de Santo André: 'Fala com o Gilberto aí, tem que armar alguma coisa!’, exalta-se. ‘Calma, calma’, recomenda Klinger. ‘Estou indo praí pra gente conversar’. Sombra continua irritado: ‘Eu tô calmo! Eu tô calmo! Só quero que as coisas sejam resolvidas!’. ALÉM do nervosismo de Sombra, causava preocupação à equipe de resgate o comportamento do médico João Francisco Daniel, irmão do assassinado. Ele estava convencido de que Celso se condenara à morte ao resolver desmontar a máquina de fazer dinheiro instalada nos porões da prefeitura. Extorquidas de empresas concessionárias de serviços públicos ou subtraídas de contratos superfaturados, as boladas financiavam campanhas eleitorais do PT paulista (e, como descobriria Celso, também a boa vida dos monitores do esquema corrupto). É PROVÁVEL que Celso tenha aprovado a institucionalização da gatunagem. Ao notar que fora longe demais, decidiu encerrar as patifarias, documentadas no dossiê que pretendia entregar a dirigentes do PT. Ele contara a história toda ao irmão. E João Francisco se transformou em testemunha de alto risco para os padrinhos de Sombra. Como neutralizar o homem-bomba? A INTERROGAÇÃO anima a conversa entre Gilberto Carvalho e Greenhalgh: ‘Está chegando a hora de o João Francisco ir depor’, adverte o advogado do PT. ‘Antes do depoimento preciso falar com você para ele não destilar ressentimentos lá’. Gilberto se alarma com o perigo iminente: ‘Pelo amor de Deus, isso vai ser fundamental. Tem que preparar bem isso aí, cara, porque esse cara vai… Tudo bem’. PASSADOS sete anos, Sombra continua por aí; os Altos Companheiros continuam bem de vida. Bruno José Daniel Filho, um dos irmãos de Celso Daniel, e sua mulher, Marilena Nakano, sobrevivem no exílio como refugiados políticos reconhecidos pelo governo francês, como mostra a reportagem publicada no dia 17 de outubro no jornal Zero Hora. Resolveram fugir depois da morte de oito testemunhas, todas em circunstâncias suspeitas. UMA das vítimas foi o legista que comprovou a inexistência de crime comum apoiado nas torturas evidentes sofridas pelo prefeito. ‘Lidamos com duas mortes. Uma foi a do Celso. A outra foi a morte simbólica de companheiros do PT’, disse Marilena ao repórter Gabriel Brust. (...) Celso Daniel foi enterrado pelo PT há quase oito anos. O CASO segue insepulto”.



Escrito por Homero Vianna às 11h23
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O FILHO DA VÍTIMA X O FILHO DO BRASIL

                O amigo deste blog, Paulo Jucá, enviou-me a emocionada carta do filho de uma das vítimas do terrorista Battisti. Verdadeiro libelo, ela revela a forma covarde com que o protegido do governo brasileiro tirou a vida de seu pai. Adriano Sabbadin, é o nome do missivista, atualmente com 46 anos, tinha 17 quando o açougue da família foi invadido por Battisti e seu bando sanguinário. Eu não sei se esta carta chegou às mãos da Folclórica Figura que chefia o governo. Se chegou, ele não deve ter lido. Se leu, deve ter dado de ombros. Em razão da facciosa omissão do STF, daqui a pouco o assassino italiano estará livre, leve, solto e impune ao lado dos seus assemelhados nacionais. Adriano Sabbadin vai ficar esperando por uma justiça que não virá. De qualquer forma, vale a pena transcrevê-la:   

"VIVO em uma pequena cidade na província de Veneza. Escrevo a todos os brasileiros, pois hoje me sinto profundamente ferido pela decisão de vosso ministro da Justiça de considerar Cesare Battisti um refugiado político. Há 30 anos ele assassinou meu pai. Não quero vingança, mas uma justiça que não chega. Quem é Battisti: ele começou na política dentro do cárcere, detido que estava por crimes comuns, aí conheceu o terrorista de extrema esquerda, Arrigo Cavallina. A PRIMEIRA vítima dos Proletários Armados para o Comunismo - PAC, foi o suboficial da guarda carcerária Antonio Santoro. Quando este sai de casa para o trabalho, Battisti lhe atira nas costas (6/6/1978). Retornando ao seu grupo ele conta excitado à sua companheira os efeitos de ver ‘alguém jorrando sangue’. Depois de uma série de assaltos o grupo resolveu centrar contra aos agentes da ‘contra-revolução’, isto é, comerciantes que haviam reagido contra assaltos comuns. INICIALMENTE pensou-se em somente feri-los, mas a vontade de mostrar a própria força a outros grupos de terroristas de esquerda, convence o PAC que é necessário fazer ver que se é capaz de matar. Chegaram a nosso açougue pelas 4 e meia da tarde. Meu pai, ajudado por minha mãe, atendia a algum cliente, eu estava nos fundos falando ao telefone, quando ouvi os tiros de pistola que ribombavam nos meus ouvidos. Apavorado, corri para nossa casa que ficava no andar superior, depois de longuíssimos minutos vi homens que saiam num carro em disparada. Quando cheguei ao açougue, vi minha mãe com o avental branco todo ensangüentado e meu pai no chão dentro de uma poça de sangue. A ambulância chegou rapidamente, mas nada pôde fazer. NO PROCESSO, a perícia e o testemunho de um arrependido fizeram ver que Battisti tinha dado, sem piedade, os tiros mortais em meu pai. BATTISTI esteve sempre presente no grupo armado, colocando à disposição sua experiência de bandido e ficou conhecido por sua determinação em matar, jamais hesitando em fazê-lo. POR todos esses crimes, Battisti cumpriu somente um ano de cadeia, enquanto minha vida ficou completamente destruída. Me vi, aos 17 anos, como o chefe de família, num vazio que com o tempo só fez aumentar. Não pode existir paz sem justiça, e a minha família justiça não teve.  NÃO consigo entender o que levou vosso ministro da Justiça a classificar Battisti como um refugiado político, declarando que na Itália existem aparatos ilegais de repressão ligados à Máfia e à CIA, por isso não pode conceder a extradição, o fato me parece uma folia e mais que isso, ofensivo à nossa democracia. PEÇO que façam um apelo ao vosso presidente para que reveja essa decisão. Adriano Sabbadin".

Adriano, você tem a idade de um de meus filhos, e isso estabelece uma, embora tênue, afinidade entre nós. Meu caro, receba a minha solidariedade, mas perca a esperança. O matador de seu pai, ao invés de ser encaminhado à Itália para pagar pelos seus crimes, não demora estará desfrutando de uma boca em uma estatal. No Brasil, existe hoje uma abjeta solidariedade ideológica que funciona. Tem gente que fez coisa parecida contra irmãos brasileiros, e está aí posando de rei da cocada preta. A sua carta não vai produzir efeito. Mas servirá para documentar o atual momento que vivemos aqui.



Escrito por Homero Vianna às 09h32
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UM MITO EM CONSTRUÇÃO

Da seção Carta ao Leitor da revista Veja: “Dizem os publicitários que a boa propaganda é a maneira mais eficaz de enterrar um mau produto. Em política, as coisas se passam ao contrário. A propaganda funciona para oferecer aos eleitores mitificações que, muitas vezes, guardam pouca relação com o candidato real. Não é por outra razão que as campanhas custam cada vez mais caro. Em 2010, a candidatura presidencial do PT (...) deverá custar 190 milhões de reais. Quase 90% dessa fortuna será gasta com propaganda destinada a edulcorar o perfil de sua candidata, Dilma Rousseff. Isso não é uma distorção inventada pelo PT. Há tempos os políticos se convenceram de que devem criar um avatar triunfante, simpático e infalível que, nas eleições, substitua sua carranca humana. A oposição deve gastar soma semelhante com esse mesmo objetivo. Uma reportagem desta edição sobre o filme ‘Lula, o Filho do Brasil’ mostra que disfarçar peças de propaganda em produção culturais é uma maneira de turbinar a imagem dos políticos sem incorrer em gastos. Pago por empresas privadas com interesses no governo, o filme é um novelão melodramático que expurga fatos biográficos, endeusando o homem, com óbvias repercussões eleitorais positivas para a candidata da situação. A fita faz parte de um projeto mais amplo de transformar Lula em mito. Os arquitetos dessa estratégia, que agem muitas vezes à revelia do próprio Lula, sonham em criar uma imagem santificada do atual presidente. O filme dá sua mãozinha. ‘A narração de Lula, o Filho do Brasil é encadeada como a vida de Cristo, do nascimento na manjedoura à ressurreição gloriosa’, revela Isabela Boscov, crítica de cinema. A ideia ao manter o fantasma de Lula tão presente na vida política nacional como o do velho rei Hamlet na peça de Shakespeare é produzir a impressão de que o novo presidente eleito é apenas um usurpador. Esse quadro ofereceria risco para a estabilidade política, mas também para Lula. Ele ganharia muito se agisse nesse caso com a mesma sabedoria que o levou a abortar as tentativas dos bolsões radicais do petismo de abrir caminho para o terceiro mandato”.

Entro na conversa: Eis aí, afirmada de forma clara, numa análise precisa, o que vem a ser essa peça cinematográfica e qual a sua intenção central. Mestres na arte de negar, os atuais donos do Brasil dizem que não se trata disso; que o objetivo era apenas e tão somente fazer um filme como outro qualquer. Calhou que fosse sobre Lula; pura coincidência; que foi sobre ele mas poderia ser sobre outra pessoa. Tudo bem, então me respondam: se não fosse Luiz Inácio o santificado na “obra”, mas outra pessoa, as Camargo Correa e Odebrech da vida seriam tão generosas? Não precisam responder. Desse magnífico texto da Veja só discordo da parte em que diz que os estrategistas palacianos “agem muitas vezes à revelia do próprio Lula”. Nem dona Marisa acredita nisso...



Escrito por Homero Vianna às 19h13
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PEQUENAS CONSIDERAÇÕES DOMINICAIS

ABRO os trabalhos transcrevendo um trecho, com o qual concordo plenamente, do blog do meu amigo Deo Queiroz: “Quero apenas falar do pequeno Tiago, prematuro de sete meses, recém-nascido de quinze dias que, tão novo e inocente, já conhece as mazelas de um Brasil que vive de mentiras, de explicações arrogantes e imbecis, de desvios de verbas e de estatais robustas e repletas de incompetentes”. Falooou.

 POR FALAR nisso, recordemos as palavras da ministra-candidata dias antes de quase todo o país ficar às escuras: “Nós também temos outra certeza: a de que não vai ter apagão. É que voltamos a fazer planejamento”. Eis aí mais uma explicação para o apagão: excesso de... planejamento.

 VOCÊ sabia que na sua conta de luz há uma parcela específica para custear a fiscalização do sistema energético pela Aneel? E que, entre 2002 e 2008, somente 45% do valor arrecadado foi destinado a esse serviço? O quê? Para onde foram os 55% restantes? Perguntem a Franklin Martins ou a Tereza Cruvinel, os dois devem saber. Arrisco apenas um palpite: o gato comeu.

 EM ENTREVISTA concedida à emissora Rede TV, o presidente Luiz Inácio afirmou que o mensalão não existiu, que tudo não passou de uma tentativa de golpe. Ainda segundo ele, Marcos Valério, o cabeça do esquema juntamente com Zé Dirceu, “foi plantado no PT pela oposição”. Haja óleo de peroba…

 ALGUÉM poderia me informar o porquê de tanto interesse de Tarso Genro em impedir a extradição daquele criminoso condenado pela justiça italiana? Seria correto um ministro da Justiça, apenas por afinidade ideológica, tomar partido e agir como ele está agindo? Esta última dele então foi de lascar: acusou a Itália, por insistir no seu direito de ter o assassino condenado de volta, de querer desmoralizar o Brasil. Tarso Genro, meu filho, dá um tempo, está ocorrendo exatamente o contrário.

 EU CONTEI. O nome, ou melhor, o apelido do presidente Luiz Inácio apareceu nada menos do que oito vezes em uma coluna de Ancelmo Gois, no Globo. Os maledicentes que tirem suas conclusões. Eu não digo nada!

 

E JÁ QUE falamos no presidente, o mesmo Ancelmo Gois revelou, naturalmente achando lindo, que Luiz Inácio quando se hospedou no Palácio de Buckingham, ao sair do banheiro, vangloriou-se com sua cara-metade: “E eu aqui fazendo cocô no palácio da rainha da Inglaterra”. Pois é, que nome se dá a isso? Classe? Finesse? Não sei. Mas sei que aquele pessoal que, segundo o IBOPE adora o homi, está morrendo de inveja. Gostaria de estar no lugar... do vaso sanitário real.

 O GOVERNO passou da ameaça à ação. Já se encontra no Congresso o projeto de lei que vai neutralizar a fiscalização do Tribunal de Contas da União nas obras públicas. Se aprovado, e com a maioria encabrestada pronta a prestar mais este serviço certamente será, a coisa vai ficar como o diabo gosta. É a institucionalização do superfaturamento. E o povão... batendo palmas, apoiando.

 ESTA é de cabo de esquadra, como se dizia antigamente. O STF, vejam bem, o STF!, emitiu uma decisão que o “freguês” só obedece se quiser. Traduzo: decidiu que o criminoso italiano deve ser extraditado, mas que o governo pode extraditá-lo ou não. Fica a critério de Luiz Inácio, Tarso, Zé Dirceu e Cia. Mutatis mutandi, o mesmo que um juiz determinar uma prisão, com a ressalva de que a polícia prende se quiser... 

    

O GLOBO quis saber das empresas patrocinadoras do milionário melodrama de culto à personalidade do presidente, TODAS envolvidas com o governo, por que foram tão pródigas. É evidente que nenhuma delas revelou o principal motivo, aqueeele motivo que quem não tem cabeça para separar as orelhas conhece muito bem. Entre as razões esfarrapadas que apresentaram, selecionei a mais esfarrapada delas, a dada pela francesa GDF Suez: Resolveu entrar na vaquinha milionária porque “trata-se de um importante documento de memória da vida do atual presidente e da história política a partir da redemocratização do país”. Vejam como são as coisas, uma empresa francesa interessada na “vida do atual presidente” e na nossa “história política”... Hummm.

 A JUSTIÇA americana está no encalço de Edir Macedo, o porteiro do Reino de Deus, e de mais nove de seus divinais asseclas. Alguém precisa avisar a eles que a Justiça americana não é de refrescar, vide aquele casal de outra seita. No lugar deles eu arrumava as trouxas, enchia as malas de dólares e voltava correndo pro Brasil. É bem verdade que aqui eles também estão sendo processados. Mas aqui... Sacumé.

 ELES não desistem. Enquanto não calarem a imprensa não vão sossegar. Vai daí que mais uma proposta nesse sentido, saída da usina totalitária do PT, foi apresentada à Conferência Nacional de Comunicação, uma estrovenga patrocinada pelo governo e entidades sindicais. Não sei se um dia esses liberticidas compulsivos lograrão êxito. Não sei. Só sei que, a começar pelo cabeça da patota, enquanto não transformarem os meios de divulgação em boletins oficiais, eles vão continuar lutando. Ô raça braba...

 MENSAGEM que me foi enviada pelos parceiros Pamé e Milton Bezerra dá bem a mostra do atual nível cultural da nossa gente. Em um programa de perguntas e respostas da TV, um participante disse que a capital do Espírito Santo é o Distrito Federal... E um outro que o feminino de leitão é... pernil. Pra mim chega! Com essa eu vou embora. 

  

 

 



Escrito por Homero Vianna às 14h40
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CAMBADA!

MONDO CANE. Estas mãos cretinas estão segurando a que tirou a vida de três inocentes. E as hienas estão rindo! Que país é este, meu Deus?



Escrito por Homero Vianna às 12h29
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PACIFISTA ÀS AVESSAS

Os petistas se consideram acima do bem e do mal. A cada crítica respondem com ofensas debochadas, a começar pelo seu cacique, que se considera o supra-sumo da humanidade, uma espécie de segunda edição do Salvador; para quem só perderia no quesito humildade. Mas como ser humilde, uma criatura que encarna a perfeição? Para eles, não há saída. Criticou? É taxado de direitista. Só que se ferram quando têm pela frente alguém a quem não podem dar esta classificação. Como Carlos Vereza, autor do artigo-verdade, cujo título é este aí em cima, e que por ser bastante oportuno, resolvi transcrever:

poucos meses, Lula foi agraciado com um prêmio por seus esforços a favor da paz. VEJAMOS uma sucinta biografia desse bravo ‘pacifista’. Na campanha presidencial de 2002, em encontro com militares, ele declarou ser contra o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. IMEDIATAMENTE após sua eleição, o então ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, obviamente avalizado pelo presidente da República, declarou ser urgente a fabricação de uma bomba atômica. JOSÉ Dirceu, à época chefe da Casa Civil, propôs a criação de uma força armada latinoamericana. É evidente que não falou sem uma superior autorização. LULA, muito antes do ditador Hugo Chávez, organizou com outros objetivos sua tropa de choque, o MST – as SS dos trópicos, financiadas pelo governo federal. ESSES facínoras depredaram o Congresso Nacional, invadem propriedades privadas, cometem assassinatos, sempre sob a leniência do Grande Timoneiro. QUANDO da campanha pela reeleição, o PCC, ‘coincidentemente’, promoveu verdadeiros atos de terrorismo em São Paulo, com a finalidade de desmoralizar Geraldo Alkmim. Dossiês apócrifos foram fartamente distribuídos, afirmando que, no caso de uma vitória de Alkmim, seria dissolvido o Bolsa Família. AINDA sobre o PCC: seus membros, anteriormente, ordenaram a seus parentes que votassem em José Genoíno para deputado. Esclarecedor, não? RECENTEMENTE, o vice-presidente, José Alencar, retomou o tema da fabricação da bomba atômica, sob o pretexto de defender o pré-sal, que começará, ou não, a produzir resultados daqui a quinze ou vinte anos, quando, com certeza, combustíveis alternativos substituirão, em grande escala, o petróleo. DESNECESSÁRIO frisar que José Alencar não se pronunciou de moto próprio. LULA não consegue disfarçar sua simpatia por esbirros autoritários, como o já citado Chávez, Morales, Lugo, Zelaya, Ahmadinejad, Kadafi, Ortega e outros menos votados. EIS aí a grotesca geopolítica bolivariana, que mal consegue disfarçar o ressentimento antiamericano. E pensar que existe um lobby para que esse ‘pacifista’ receba o Prêmio Nobel da Paz... Socorro!”. E agora?



Escrito por Homero Vianna às 10h11
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