TUDO A SEU TEMPO

AMIGOS, outrora militante na área criminal, ainda que como obscuro advogado, acho ter, fruto de longo aprendizado, algo a dizer sobre a momentosa denúncia relacionada com o senhor Luiz Inácio da Silva. E também com os, digamos, midiáticos desdobramentos dela. Antes de mais nada, esclarecimento aos leigos de que ela, a denúncia, é apenas o prólogo processual; para apresentá-la, o Ministério Público necessita apenas de indícios de materialidade e de autoria, aliás, neste caso, há de se convir, mais do que evidentes. Logo, não há, nesse primeiro momento, que se falar em provas. Só ver-se-á se elas existem, ou não, se são suficientes para justificar uma condenação, ou não, no curso da ação penal. Lá na frente. Ainda não é o momento próprio. Por isso, a meu ver, estão ambos errados, Ministério Público e defesa. A defesa porque, jogando para a plateia, na tentativa de transformar o jurídico penal em político, fala em perseguição a uma pessoa que, segundo ela, na comparação com Jesus Cristo admitir-se-ia apenas o empate. O Ministério Público porque, ao se apresentar diante de câmeras e holofotes televisivos, levou o caso para um terreno onde ele, o denunciado, exerce um estranho poder de sedução e mistificação popular. Era tudo o que ele queria. Já temos, inclusive, mais um mote na praça. Depois do “impeachment sem prova”, agora o “condenação sem prova”. Tudo para, com o martelar da mentira, a versão de perseguido se consolidar. E para que, em seus renitentes sectários e devotos, materialize-se a absurda crença de que quem deva ser julgado é... o Ministério Público. E não o político mais honesto do sistema solar. É isso aí.



Escrito por Homero Vianna às 11h59
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