UMA COISA OU OUTRA

MEHDI Hasan é jornalista. Pelo nome, logo se conclui ser gente de fora. E é. Mehdi Hasan é palestino, trabalha na TV Al-Jazeera e veio ao Brasil para entrevistar ninguém menos do que Dilma Rousseff. Pela origem do moço, ela deve ter pensado que se trataria de um bate-papo açucarado, onde ela detonaria para a Palestina a chorumela de sempre sobre o impeachment. Ledo engano. De saída, ele, ao focar a bandalheira na Petrobras, pegou pesado: “Alguns dizem que ou você sabia o que estava acontecendo, o que a tornaria cúmplice, ou não sabia de nada, o que te faria uma incompetente. Qual das duas opções é a correta?”. O repórter palestino, com um cruzado de direita, acertara em cheio o fígado da dama de vermelho. Também acho que, das duas uma, compactuou ou foi inepta. Zonza, diante do nocaute iminente, antes ir à lona a honestíssima balbuciou algumas palavras sem sentido tentando explicar o inexplicável. Agora, os telespectadores palestinos ficam sabendo que tipo de pessoa nos governou por tanto tempo. E por que o País chegou ao ponto a que chegou.



Escrito por Homero Vianna às 11h07
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UM FUNERAL EM HAVANA

ACABEI de chegar, imaginem vocês de onde – é isso aí, de Cuba. Mas não pensem que, a exemplo de Lula e Dilma, fui lá para o funeral de Fidel. Nada disso. Quando cheguei, pela manhã, ele ainda estava vivo; só esticou as canelas à noite. Logo, mera coincidência. Aliás, para ser sincero e como sou meio distraído, só soube mesmo dois dias depois, e, vejam só como: porque meu amigo Dirceu Parceirinho me ligou daqui do Brasil me avisando. Podem crer, na cidade, nem sinal. Portanto, não acreditem se publicarem por aqui que houve comoção em Havana. Quem disser isso não sabe o que é comoção, e se sabe estará mentindo. E também não acreditem que não se vendeu bebida alcoólica em razão do luto. Houve proibição, sim, mas os bares e restaurantes, hoje em grande número, não deram a menor bola. E era só o que faltava, o filho de dona Netinha ficar nove dias de bico seco, sem um daiquiri com Havana Club. Agora, voltando a Dirceu. Embora não duvidasse dele, procurei a confirmação com o rapaz que, em uma praça, comandava um grupo de taxistas. E ele, sem demonstrar a menor emoção, como se confirmasse o resultado do futebol, disse: verdad, moriô. E continuou orientando a fila daqueles carros antigos que fazem o citytour. Só faltou dizer: morreu sim, mas antes ele do que eu; ou, já foi tarde. Esse seu quase alheamento dá bem ideia da transformação de Cuba, hoje, em razão da abertura, sensivelmente diferente da Cuba de vinte anos atrás, quando a visitei pela primeira vez. Há agora um número significativo de hotéis, restaurantes e bares, o que se traduz em inúmeros empregos, coisa que há vinte anos praticamente não existia. E fiquei sabendo que o outro Castro, Raul, hoje no comando, diz que vai continuar abrindo. Tomara. Ah, fiquei sabendo também que, além de Lula e Dilma, Zé Dirceu foi convidado para o funeral. Mas, por motivos particulares, deixou de comparecer.



Escrito por Homero Vianna às 18h08
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É HORA E VEZ DA BADERNA?

LIBERDADE para protestar contra medidas de que não gostamos é um dos princípios básicos do regime democrático. Porém devem ser respeitados limites, a fim de que o protesto não descambe para a anarquia. Uma boa regra é a do meu direito acaba quando começa o direito dos outros. Mas, infelizmente, como disse outro dia Valentina de Botas, “há os que acham que democracia é o que acham que democracia é”. E o Brasil está contaminado desses tipos, que acham que democracia é o que acham que democracia é; pessoas que, em flagrante exercício arbitrário das próprias razões – conduta prevista penalmente –, fazem, graças a um entendimento canhestro de democracia, o que lhes dá na telha. Não raro com uso da força e pisoteando o direito alheio, acham ser justo impor suas ideias, ainda que, no mais das vezes, trafegando na contramão do País. Exemplo dos mais explícitos quanto a isso é o de alguns jovens esbirros políticos, que, a pretexto de protestar contra a reforma do ensino, estão a impedir professores de ensinar, e os verdadeiros alunos de aprender. O Brasil, amigos, anda mal das pernas em matéria de educação. Ocupa, sei lá, a quarta ou a quinta divisão mundial. Daí, qualquer coisa que se faça é melhor do que se deixar como está. Além do mais, convenhamos, a discussão a respeito dessa reforma deve ficar restrita aos conhecedores do assunto, a gente do ramo, e não a comunopetistas juvenis saídos das divisões de base do PSOL. Alguns deles, como reportagens revelaram, não conseguindo sequer dizer por que protestavam, e o que vinha a ser a PEC 241. Não sabiam. Aliás, são sintomáticos, e não deixam duvida quanto a qualidade desses revoltosos, erros gramaticais em cartazes pregados por eles na frente das escolas invadidas. E o pior é que, mais tarde, acabarão entrando na política. Podem até chegar ao Senado. Há exemplo disso.



Escrito por Homero Vianna às 09h55
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AGRAXA DO ARAGÃO

O PODER inebria. O poder cria uma sensação de onipotência. Nas pessoas de formação moral precária, então, o seu fascínio é total. E esse sentimento de poder absoluto as leva até mesmo a praticar atos passíveis de punição, mas, no seu entender, apenas às pessoas comuns, e não a elas, protegidas por força desse poder. E aos que ainda têm dúvidas quanto a esse inqualificável entendimento, há agora dois bons motivos para dissipá-las. São dois bons motivos que acabam de ser dados por Renan Calheiros, presidente do Senado da República, e por Eugênio Aragão, aquele, de meteórica passagem pelo Ministério da Justiça no falecido governo Dilma. O primeiro, Renan, valentemente, resolveu pintar a cara e partir para a briga contra os caçadores de corruptos da Lava-Jato. Cantando de galo, disse que vai dar queixa no STF. Logo onde, que ironia, tem mais explicações a dar do que providências a exigir... Já este último, o Aragão, em entrevista a uma revista companheira, produziu, vejam só, um alentada defesa da... corrupção! Diz, entre outras ponderações sujas, que a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário “botaram na cabeça uma ideia falso-moralista de que o País tem de ser limpo”. Sentiram? Seria produto de um “falso moralismo” a ideia de que o País tem de ser limpo. Inacreditável. E tem mais. Segundo ele, “do ponto de vista econômico (a corrupção), não é ruim, não”. E vejam que primor de conclusão: “Na verdade, serve como uma graxa na engrenagem da máquina. Do ponto de vista econômico, é tolerável”; que para o processo andar mais rápido é válido “molhar a mão dos fiscais”. Um espanto. Só que ele, com essa estapafúrdia metáfora da graxa, não sabe, ou finge não saber, que essa graxa não se assemelha à feita de minerais que conhecemos. Essa graxa é feita daquele material que Luzia deixou na horta.

 

 



Escrito por Homero Vianna às 09h34
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HAJA PROTEÇÃO

MARCELO Freixo é um cara esperto. Duvidam? Vejam só: nasceu e se criou em São Gonçalo; depois de viver algum tempo aqui por Niterói, foi morar no Rio. Lá, em pouco tempo se tornou candidato a prefeito, e conquistou vaga no segundo turno da eleição ao passar um lote de candidatos cariocas pra trás. Isto até me faz lembrar o falecido João Saldanha, que costumava dizer, gabando-se, que se o largassem no deserto do Saara viraria sheik. Há semelhança. Só que Freixo não quer ser sheik, quer ser prefeito do Rio de Janeiro! Teria capacitação administrativa para isso? Não se sabe. Sabe-se apenas de sua simpatia pelos desordeiros, conhecidos por Black Blocs. Sobre eles, mais precisamente sobre seus “métodos”, eis o que declarou certa vez: “Vários movimentos têm métodos distintos. Eu não sou juiz para ficar avaliando os métodos em si. Tem uns métodos que eu acho que são mais eficientes, tem outros métodos que são menos. Mas eu não sou juiz para dizer que movimento é um movimento correto ou não é”. Entenderam? Quer ser prefeito do Rio, e, em freixez castiço, diz que, não sendo juiz, não sabe se “é correto ou não é” destruir patrimônios públicos e privados e jogar bombas na cidade. Sei não, mas acho que, caso seja eleito, São Sebastião, protetor do Rio, vai ter que redobrar sua proteção nos próximos quatro anos.



Escrito por Homero Vianna às 18h47
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TUDO A SEU TEMPO

AMIGOS, outrora militante na área criminal, ainda que como obscuro advogado, acho ter, fruto de longo aprendizado, algo a dizer sobre a momentosa denúncia relacionada com o senhor Luiz Inácio da Silva. E também com os, digamos, midiáticos desdobramentos dela. Antes de mais nada, esclarecimento aos leigos de que ela, a denúncia, é apenas o prólogo processual; para apresentá-la, o Ministério Público necessita apenas de indícios de materialidade e de autoria, aliás, neste caso, há de se convir, mais do que evidentes. Logo, não há, nesse primeiro momento, que se falar em provas. Só ver-se-á se elas existem, ou não, se são suficientes para justificar uma condenação, ou não, no curso da ação penal. Lá na frente. Ainda não é o momento próprio. Por isso, a meu ver, estão ambos errados, Ministério Público e defesa. A defesa porque, jogando para a plateia, na tentativa de transformar o jurídico penal em político, fala em perseguição a uma pessoa que, segundo ela, na comparação com Jesus Cristo admitir-se-ia apenas o empate. O Ministério Público porque, ao se apresentar diante de câmeras e holofotes televisivos, levou o caso para um terreno onde ele, o denunciado, exerce um estranho poder de sedução e mistificação popular. Era tudo o que ele queria. Já temos, inclusive, mais um mote na praça. Depois do “impeachment sem prova”, agora o “condenação sem prova”. Tudo para, com o martelar da mentira, a versão de perseguido se consolidar. E para que, em seus renitentes sectários e devotos, materialize-se a absurda crença de que quem deva ser julgado é... o Ministério Público. E não o político mais honesto do sistema solar. É isso aí.



Escrito por Homero Vianna às 11h59
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ATO DE QUÊ?

Ato. Simplesmente, um ato. Antes, quando o bando de desordeiros petistas saía às ruas, destruindo o que encontrava pela frente, no dia seguinte o que se lia nos jornais é que ocorrera apenas uma... manifestação. Nada além disso: uma manifestação. Agora, trazida de volta pela bandidagem, a desordem criminosa ganhou nova definição nas primeiras páginas – foi um... ato. O vandalismo é o mesmo, mas agora passou a ser chamado de... ato. Ora, ato é um substantivo carecedor de adjetivação. Ato de quê? Não dizem. E ai da polícia se age para tentar impedir a destruição do patrimônio urbano. Estaria, indevidamente, agindo para coibir um ato! E onde já se viu, agir contra o direito dos petistas de saírem por aí quebrando e destruindo o que encontram pela frente? Se essas doces pessoas estão, apenas e democraticamente, praticando somente um ato?



Escrito por Homero Vianna às 11h46
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JOGO SUJO

HOFFMANN, Grazziotin e Lindbergh. À primeira vista, a ideia que surge é a de que se trata da linha média da seleção sueca. Mas, nada disso. Na verdade, vem a ser o trio atacante de outro time, o Fica Dilma FC, expoente da segundona do Senado. Adeptos por formação do jogo sujo, os três vêm dando, de forma sistemática e ao vivo e a cores, demonstração de que o órgão a que pertencem, anteriormente chamado de Câmara Alta do Poder Legislativo, pode facilmente ser rebaixado à condição de câmara da baixaria. Principal atacante do time, Hoffmann vem de entrar de carrinho nos adversários favoráveis ao impeachment, ao afirmar, na base do “somos mas quem não é”, que o Senado não tem moral para julgar a madrinha do seu time. Uma espantosa declaração, merecedora até de cartão vermelho. Cartão vermelho que, se não vier a ser dado, deixará na torcida a certeza de que a indisciplinada atacante está coberta de razão. Ela e, também, o nordestino de Nova Iguaçu e a moça da foice e do martelo que jogam no mesmo time.



Escrito por Homero Vianna às 08h42
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A TÍTULO DE CURIOSIDADE

VAMOS lá. E como Jack o Estripador, por partes. Parte 1- Bumlai, o amigo de Lula, foi quem – amigo rico é pra essas coisas – inicialmente se encarregou da reforma do sítio de Atibaia. Porém, como pobre que enriquece muito rápido fica exigente, dona Marisa Letícia não gostou do andamento da obra e do material nela empregado. Convenceu então o marido a entregá-la a uma empreiteira de grande porte. Como, a exemplo de outras do ramo, Odebrecht e OAS deviam favores mil a seu honestíssimo marido, não foi difícil convencê-las a substituí-lo. Com isso, a família Lula da Silva foi presenteada, não só com a reforma milionária, mas também com uma cozinha cinematográfica de 250 mil reais e uma torre telefônica de 1 milhão de reais. Uma adega, também incluída nessa reforma, recebeu as centenas de garrafas dos finos e caros vinhos trazidas de Brasília - uma enoteca para sommelier nenhum botar defeito. Parte 2 - Uma vez concluída a obra, a fazendola foi transformada em uma espécie de disneylândia lulista, uma lulândia regularmente frequentada pelo chefe e sua prole, sob a proteção de guardas federais, transformados não só em cães de guarda de sítio, como em executores de pequenos serviços - noblesse obligé. Parte 3 - Mesmo diante de tais evidências, Lula nega ser o dono do sítio. Segundo ele, pertenceria ao filho de um amigo. Aliás, um tipo curioso de dono, um dono que nunca vai ao sítio que “comprou”, não tem nem uma sandália havaiana lá, e certa vez, quando quis ir com uns amigos ao “seu” sítio, ligou antes para um filho de Lula pedindo permissão. Parte final- A título de curiosidade, cabem as perguntas: Por que Bumlai se propôs, anteriormente, a custear a reforma do sítio, se não tinha qualquer vínculo com a pessoa que dizem ser sua “dona oficial”? Mais ainda: por que, sendo o tal “dono oficial” do sítio um ilustre desconhecido para as duas empreiteiras, e a quem elas não deviam favor algum, ambas se dispuseram a agracia-lo com a reforma luxuosa que triplicou o seu valor? Por que, certa vez, desejando ir ao "seu" sítio, o “dono oficial” ligou para um filho de Lula em busca de autorização? Com efeito, só com boas respostas a essas perguntas, Lula deixaria de ser seu dono de fato – que realmente é –, para ser, como quer nos fazer crer, aquele intruso que entra de favor na casa dos outros e não sai mais.



Escrito por Homero Vianna às 10h04
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UM SONHO DOURADO

AQUELE espetacular show da abertura deixou no ar um problema: achar o adjetivo adequado para defini-lo. Usei espetacular, mas me parece insuficiente. Foi algo que nem a interminável e ridícula oratória terceiro-mundista de autolouvação do gajo que se achava dono da festa conseguiu empanar seu brilho. Muito menos, não por culpa dos organizadores, evidentemente, a queda de qualidade, do também interminável desfile, com a apresentação de alguns países parecendo alas de escola de samba do terceiro grupo. Muito boa a ideia de tocarem Garota de Ipanema, música que é a cara do Rio. Ótima contrapartida, sem que houvesse certamente essa intenção, ao duvidoso gosto então reinante. Só que, se por um lado justa homenagem a Tom Jobim, por outro, imperdoável omissão de seu parceiro Vinicius, deixado inexplicavelmente de fora. De qualquer forma, valeu. Agora é esperar pela festa de encerramento, quando certamente novas boas surpresas ocorrerão. Triste, porém, é saber que, luzes apagadas, o dia seguinte nos colocará novamente diante da amarga realidade nacional; o dia seguinte de um país medalha de ouro em corrupção; um dia seguinte parecendo volta das férias, jeito de segunda-feira chuvosa depois de um domingo de sol.



Escrito por Homero Vianna às 12h21
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O ÍCONE DA ESQUERDA

O JORNAIS lá de fora adoram meter o bedelho em nossos assuntos internos. E não raro falseando situações, ao sabor de suas convicções ideológicas. Agora mesmo percebe-se neles grande preocupação com o que se passa com Lula. Para eles um semideus tupiniquim sendo vítima da direita brasileira. Não se sensibilizam com as falcatruas e os cambalachos que fizeram dele um dos homens mais ricos destas bandas. Para eles, continua sendo o operário pobre perseguido pela elite branca de olhos azuis. O Le Monde, porta-voz comunista francês, nos dá um bom exemplo da deformação a que me refiro ao defendê-lo, classificando-o como "ícone da esquerda brasileira". E que estaria sofrendo nas mãos da Lava-Jato. Vejam só: um ícone da esquerda, segundo o jornal, que, como sabemos, ficou milionário aliando-se aos... empresários, ícones da direita. Só rindo.



Escrito por Homero Vianna às 12h33
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DESCONHECIMENTO TOTAL

DILMA Rousseff pensa que vive em um país de otários. Vejam só: era Chefe da Casa Civil quando de lá partiu um dossiê mentiroso difamando Ruth Cardoso – disse que nada tinha a ver com a trampa, e que dele não tinha conhecimento. Era ministra de Minas e Energia por ocasião da compra da Refinaria de Pasadena – disse que, embora tenha autorizado a negociata, de seus detalhes não tinha conhecimento. Era presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando aconteceu a roubalheira bilionária que deu origem à Lava-Jato – disse que não sabia de nada, que desse propinoduto não tinha conhecimento. Era presidente da República, quando foi praticado o crime de responsabilidade batizado de pedalada – disse que a culpa era de funcionários, e de tais pedaladas não tinha conhecimento. Seu marqueteiro e orientador espiritual João Santana confessa que recebeu dinheiro sujo nas campanhas dela – também disse que não tinha conhecimento. Um portento. Nunca sabe de nada. Tudo de errado que se passa em volta dela, ela diz que não tem conhecimento. E quer continuar na Presidência! Pedalando, e tentando nos enganar com esse papo de que não tem conhecimento de p*rr* nenhuma.



Escrito por Homero Vianna às 10h35
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PEGA NA MENTIRA

A PRESIDENTE afastada, com viagens custeadas, segundo os petistas, por uma "vaquinha", saiu pelo País deitando falação. Para variar, mentindo, o que já se tornou rotineiro. Aliás, é o que essa senhora melhor sabe fazer. Outro dia mesmo, em São Bernardo do Campo, em meio às costumeiras agressões ao vernáculo, serviu a seus acólitos mais um cardápio de lorotas. Desta vez, além daquela já surrada alegação de golpe, a mentirosa afirmação de que “a perícia do Senado e o Ministério Público descartaram irregularidades”. Mentirosa porque nem a perícia e nem o Ministério Público “descartaram irregularidades”, coisa nenhuma. A perícia, embora absurda e impropriamente a isentasse de culpa, confirmou a prática do crime de responsabilidade. Enquanto o Ministério Público apenas concluiu não haver nas pedaladas implicação de natureza penal a justificar a instauração de inquérico criminal. Fica no ar a pergunta: até quando essa triste figura permanecerá mistificando, e abusando da nossa paciência?



Escrito por Homero Vianna às 10h40
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NEM ESCREVEU NEM LEU

Dona Dilma não foi ao Senado apresentar sua defesa. Preferiu enviar uma carta, certamente aconselhada por quém que a escreveu. A leitura coube a seu ativo e operante causídico. Ou seja, ela nem a escreveu e muito menos a leu. É provável que não tenha ido até lá para ler porque alguém - quem sabe o Bessias - há também de tê-la alertado de que, caso aquele amontoado de risíveis autoelogios saíssem de sua boca, ela, segundo antigo ditado, praticaria um vitupério. Mas, a grande verdade, amigos, é que nem o fato de ter sido lido pelo seu porta-voz fez com que o texto chinfrim ganhasse força. E não só não ganhou como teve até um certo ar de chanchada, com o doutor Eduardo tentando dramatizar o texto mediante patéticas modulações de voz. Teatro puro. Fica, então, no ar a pergunta: será que com essa carta ridícula ela e seus acólitos acham que vão sensibilizar os julgadores? Certamente, e é o que o País espera, não vão conseguir. Esse repetitivo papo de "golpe" e "farsa" já era. Assim como o de que é uma mulher-maravilha, honesta e que nunca roubou. Desmentidas pelos fatos, são alegações que já perderam a validade.



Escrito por Homero Vianna às 13h26
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PEDALADA JURÍDICA

Há, amigos, um artifício no nosso sistema penal que garante a impunidade ao criminoso que tenha dinheiro para gastar. Não, não estou me referindo a manobras sujas. Nada disso. Refiro-me, sim, a chicanas, mas chicanas legalíssimas. São aquelas, muito comuns em Brasília, baseadas no papo furado jurídico da “presunção de inocência”; de que a culpa só pode ser definida, e preso o acusado, depois do trânsito em julgado da sentença condenatória, ou seja, só depois de esgotados todos os recursos. E se digo que é coisa para quem tenha dinheiro para gastar, é simplesmente porque custa caro. Não é coisa para pé-rapado; não é coisa para quem roubou pouco, mas para quem roubou muito, e pague em dólares. Foi, certamente, preocupado com a impunidade decorrente da natural demora do julgamento desses espertos recursos protelatórios, que o STF decidiu que o início do cumprimento da pena se dará após confirmação no segundo grau de jurisdição. O réu, se quiser continuar recorrendo indefinidamente, recorrerá, mas recorrerá preso. Até porque não há mais que se falar em presunção de inocência, mas de presunção de culpa. Sucede que, como essa determinação mexeu com muita gente importante, já há um movimento para anulá-la. Doutor Kakai, o advogado das estrelas do mensalão e do petrolão, já foi, inclusive, contratado por um partido para agir nesse sentido, e paralelamente vem dando entrevistas atacando-a. Portanto, temos um parâmetro para tirar qualquer dúvida com relação a se é ela, afinal, boa ou ruim. Se para doutor Kakai e seus contratantes é ruim, é boa para o Brasil. Sem qualquer sombra de dúvida.



Escrito por Homero Vianna às 12h48
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