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O MUNDO POLÍTICO É DOS ESPERTOS O INSUMO básico da política, os mais esclarecidos sabem, é a esperteza. Nessa atividade, onde as palavras escondem intenções, os que a têm em maior dose levam sempre vantagem. Principalmente se o escrúpulo é deixado de lado. Os exemplos ultimamente são muitos, demandaria tempo e espaço para relacioná-los. Por isso, cuidemos apenas de um, o comportamento dos petistas relacionado com a privatização da telefonia. Com Luiz Inácio à frente, tudo fizeram para inviabilizá-la sob a alegação – sempre ela – de se estar entregando o patrimônio do povo. Só que naquele tempo - os mais jovens não sabem e alguém precisa dizer -, com as chamadas teles governamentais, o aparelho telefônico era artigo de luxo negociado a peso de ouro, um bem patrimonial alcançável por alguns poucos, até incluído na declaração de imposto de renda. Para se ter um, havia necessidade de se entrar numa fila interminável ou usar um pistolão político; uma ligação de Niterói para o Rio era feita via telefonista com demora de até duas horas. Hoje, escolhe-se a operadora, e só não tem telefone quem não quer. O celular, à época inviável para quem ganhasse menos de dez salários mínimos, hoje está na cintura até de desempregado. Tudo bem, e onde está a esperteza dos petistas? – alguém perguntará. Respondo: A exemplo da apropriação das medidas econômicas do governo anterior, eles também se apropriaram desse sucesso na telefonia. Os petistas, que tanto lutaram contra, aparecem no seu merchandising eleitoral como... responsáveis por ele; tirando onda, fazendo crer que, se todo mundo tem telefone, agradeça a Lula e sua gente. Ao mesmo tempo, sustentam no palanque, vejam só, que a privatização foi coisa de inimigos do povo. E a maioria, as eleições e as pesquisas têm mostrado, acredita nas duas coisas. Vitória da esperteza, ou não?
Escrito por Homero Vianna às 12h54
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COMEÇOU A OPERAÇÃO SÃO PAULO É ANO ELEITORAL, e como era de se esperar as brigadas fascistas do PT e do PSTU já estão na luta; acabam de mergulhar de cabeça no que poderíamos chamar de Operação São Paulo. O governador e o prefeito da capital que se cuidem. Já estão sofrendo e vão sofrer muito mais nas mãos das milícias fascistoides. O lulopetismo não se conforma em ver o maior estado do país e sua capital fora de sua rede de influência. Diz bem da disposição deles o que acaba de acontecer na Cracolândia e no Pinheirinho. Neste último, lá em São Bernardo, até uma brigada brancaleônica, com capacetes e escudos de lata, foi armada com pedras e paus para resistir a uma ordem de desocupação, partida da Justiça através de processo regular. No comando desse exército de fancaria, criado com o inequívoco intuito de gerar um fato político sangrento, um “general” filiado ao PSTU e candidato a deputado... Enquanto isso, a retaguarda midiática petista não perdeu tempo. Jornalistas e colaboracionistas de todo tipo baixaram a lenha no governador, culpando-o pelo confronto que se seguiu, como se a ordem não tivesse partido da Justiça, mas dele. Até o presidente da OAB entrou nessa. Embora, evidentemente, tenha a obrigação de saber que uma ordem judicial é para ser discutida, mas cumprida, até mesmo com uso da força; como tem a de saber que um governador não tem poder legal para impedir seu cumprimento. Por sua vez, uma tendenciosa colunista da Folha sugere, vejam só, que o governador ficou do lado dos poderosos contra os pobres; e que "o episódio confirma o reacionarismo crescente de líderes tucanos". Um espanto. Eles sabem, e é isso que os move, que são esses despautérios que grudam no povão, e se transformam em votos. Aquele mantra dos ricos contra os pobres. Até Nagi Nahas, quando o interesse na desapropriação é de seus credores, entrou na história - como Pilatos no Credo. Por isso, podemos esperar, vem coisa pior por aí.
Escrito por Homero Vianna às 21h45
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ROBERTO MARINHO X CHACRINHA ESCRITO por Pedro Bial, o livro quase biográfico de Roberto Marinho – quase porque uma biografia de Roberto Marinho demandaria, no mínimo, meia dúzia de volumes – contém o relato de um episódio digno de ser reescrito. Deu-se nos primórdios da TV Globo. Walter Clark e Boni, homens fortes da nova emissora, viram em Chacrinha, então recordista de audiência em uma concorrente, a pessoa certa para popularizá-la. Ma as gestões junto a seu empresário no sentido de contratá-lo empacaram, e pareciam não chegar a bom termo simplesmente porque Chacrinha não viu com bons olhos essa mudança de ares. Afinal, se estava tudo indo bem, por que sair, trocando uma situação estável por outra, ainda por cima duvidosa? A fim de definir de uma vez por todas a situação, foi marcada uma reunião com a participação de ninguém menos do que o todo poderoso Roberto Marinho. Nem assim a negociação, diante da irredutibilidade de Chacrinha, dava mostras de chegar a bom termo. Foi quando Walter Clark pediu licença aos demais participantes e chamou Roberto Marinho para conversarem reservadamente. Afastaram-se da mesa e Walter Clark propôs: - Doutor Roberto, o Chacrinha lhe deve muito, segundo eu soube o senhor salvou-lhe a vida. Está na hora de cobrar isso dele. Roberto Marinho realmente evitara a morte de Chacrinha, que na época não dispunha dos recursos necessários, pagando todas as despesas de uma delicada cirurgia. Mas logo repeliu a sugestão: - Isso, não. Não acho correto fazer esse tipo de cobrança. Walter Clark ficou conhecendo melhor o seu patrão. Voltaram à mesa de negociação e, vencidos, iam dar o caso por encerrado, quando Chacrinha surpreendeu a todos declarando: - Doutor Roberto, o senhor me salvou a vida e não usou isso como argumento na negociação. Isso me fez pensar melhor, eu vou para a Globo. Walter Clark, que quase colocara tudo a perder com sua triste ideia, ficou também conhecendo melhor Abelardo Chacrinha Barbosa.
Escrito por Homero Vianna às 19h41
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SECOS E MOLHADOS ANCELMO Gois, o que sabe tudo sobre a saga cinematográfica de Luiz Inácio, informa que uma subsidiária da Petrobras está bancando a exibição do filme “Lula, filho do Brasil” nos Estados Unidos. Só ficou faltando dar uma explicação decente para esse apoio financeiro. E será que há?
JÁ O colunista Jorge Bastos Moreno subiu nas tamancas e pediu cadeia para os atendentes de um hospital de Brasília, aos quais atribui responsabilidade pela morte de um alto funcionário do governo. Só que a revolta dele não decorre do fato de a suposta desídia ter vitimado um ser humano, mas porque se tratava de um negro. Noves fora o fato de um julgamento ser necessário para se condenar alguém, ficou no ar a ideia de que, se o falecido fosse branco, não haveria problema. Já teria ido tarde.
EIS AÍ mais um caso em que se aplica bem o ditado em casa de ferreiro espeto de pau. A Symantec, empresa especializada em proteger computadores, admite que foi invadida por hackers, que surrupiaram o código-fonte de seu antivírus. Seria o caso de pedir proteção a uma concorrente...
PSD – esta sigla, por si só, não era boa recomendação, hão de concordar os mais antigos. Aos que chegaram agora e não sabiam, informo que o PSD daquele tempo era o partido dos conchavos, criado por Vargas para apoiá-lo em troca de uma fatia do poder. Talvez por saber disso, Kassab, ao ressuscitar essa sigla, foi logo dizendo que o seu PSD seria diferente dos partidos fisiológicos. Lorota. Talvez por uma questão genética, o novo PSD está se mostrando igualzinho a seu ancestral de triste memória. Melhor confirmação disso está no fato de seu criador já ter se jogado nos braços de Lula. Ah, o pudê...
NÃO PODE ser verdade. Acabo de ler que dona Dilma em suas curtas viagens, como a que vai fazer agora a Cuba, costuma levar de oito a dez malas! E, segundo o informante, pra lá de pesadas. Caramba, e eu que sempre reclamo, achando que, em nossas viagens, dona Iza, com suas duas, está extrapolando...
ALIÁS, foi a tiracolo dela – de dona Dilma e não de dona Iza, entendam – que Fernando Haddad começou sua campanha para governador de São Paulo. Foi em Angra dos Reis, na inauguração de uma creche. Discursando, a presidente ofereceu aos presentes esta pérola tatibitati: “É muito importante que eu venha aqui com (...) um dos grandes ministros deste país na área de educação, que viu que a educação tinha que começar e que tinha de ter importância desde a pessoa nascer”. Educação “desde a pessoa nascer”. Meu Deus. E será que vem por aí o berço-escola?
COM ESTARDALHAÇO, a prefeitura de Niterói proibiu novos espigões no Jardim Icaraí. Os Eremildos, idiotas de Elio Gaspari aplaudiram. Aplaudiram porque, idiotas, não leram a ressalva esperta: o decreto não atinge as edificações cujas licenças já tenham sido solicitadas... Qual o número dessas “licenças já solicitadas”? E, avisadas a tempo da intenção do prefeito, as Pinto de Almeida da vida já não teriam solicitado todas as licenças necessárias? Me engana que eu gosto.
MESTRA em fazer limonada dos limões que ganha, Dilma Rousseff, ao espalhar essa lorota batizada de faxina, caiu no gosto da patuleia. Mas vejam Guilherme Fiuza foi preciso na análise irônica dessa embromação: “Dilma Rousseff não tolera malfeitos. Pelo menos os que saem no jornal. Por isso é que, depois de dar uma força ao companheiro Bezerra, indo ao seu território e derramando lá quase todo o orçamento da pasta, indignou-se, vestiu o uniforme da faxina e botou pra quebrar: interveio no Ministério da Integração, cassando sua autonomia para liberação de verbas. Ou seja: Dilma moralizou a si mesma”.
EM CARTA a O Globo, um leitor revoltado com Serginho Cabral, ante a situação caótica da Região Serrana, diz que ele “deveria visitar menos Paris para cuidar do estado que governa”. Perdeu seu tempo. Ele não está nem aí para esse tipo de apelo. Agora mesmo está de viagem marcada para Medelin. Vai aprender como se instala... escadas rolantes em morro. Morros da sua Cidade Maravilhosa, evidentemente.
E A REFORMA ministerial, tão cantada em prosa e verso assustando a moçada? Pois é, a montanha pariu um ratinho... A presidente, depois consultar seu mentor, deixou tudo como está para ver como é que fica. Ordens são ordens. E, como se vê, o homem não está falando, mas está mandando.
VEJAM como funcionam as coisas no país da Copa de 2014. Três argentinos, com a locação de um automóvel contratada, desembarcaram no Galeão, foram até o balcão da empresa e... surpresa: a atendente havia saído para procurar uma farmácia. O jornal que dá a nota não revela o tempo da espera dos hermanos pelo retorno da moça. Mostra apenas a foto deles com cara de Maradona quando alguém diz que ele não é melhor do que Pelé.
O STF decidiu, segundo Merval Pereira, deliberar este ano sobre a descriminação do consumo de maconha. Ainda segundo ele, tudo indica que a maioria do plenário seja a favor. Nada mais justo, já que, como mostram as pesquisas políticas, o brasileiro gosta de droga.
E PARA os apreciadores da cultura inútil, esta informação da Folha de São Paulo: No Peru, 6.700 anos atrás, já se comia pipoca. Não há informação quanto a existência do Cinemax...
Escrito por Homero Vianna às 09h36
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AUGUSTO NUNES NÃO ESTÁ FALANDO SÉRIO, MAS... MUITAS vezes a ironia usada com inteligência vale mais do que uma tese revestida de seriedade. É o caso da análise crítica, causticamente irônica, que Augusto Nunes faz das desesperadas levas de irmãos haitianos, entrando em nosso país, na busca de melhores condições de vida. Para início de conversa, afirma que eles escolheram o jeito errado de entrar no Brasil. E mostra-lhes a fórmula que, a seu ver, seria a certa: “fazer como Cesare Battisti”, aquele assassino que fugiu da Itália, e hoje vive à tripa forra por aqui. Daí, sugere que, antes de deixar o Haiti, a moçada “deveria ter-se filiado a alguma organização clandestina de extrema-esquerda, jurado de morte o imperialismo americano e passado nas armas pelo menos quatro inimigos do povo”. Poderiam ser, diz ele,“pequenos comerciantes ou policiais”. Depois disso, e só então, mesmo condenados por um tribunal regular, se proclamariam perseguidos políticos e – vejam a ironia de AN – “rumariam para a potência emergente que acabou com a fome, com a pobreza, tornou-se a sexta maior economia do mundo, montou um sistema de saúde que está perto da perfeição, empresta dinheiro até ao FMI e tem emprego para todo mundo”. Mas o reparo maior dele é quanto à rota escolhida; deveria ser a “rota sul”, que “é mais longa, mas muito mais segura”. Explica porque: “termina em Porto Alegre, mais precisamente no Palácio Piratini, onde Tarso Genro governa o Rio Grande do Sul, e luta pela ressurreição do socialismo”. E Tarso Genro, segundo Augusto Nunes, “sabe o que fazer para transformar qualquer companheiro em asilado político. E só nega socorro a quem tenta escapar de Cuba”. A sugestão é tentadora. Como asilados políticos, seriam teúdos e manteúdos pelo governo; como o terrorista italiano, ficariam numa boa, não precisariam trabalhar...
Escrito por Homero Vianna às 09h29
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CONOSCO NINGUÉM PODEMOS
O COMPLEXO de vira-latas vem a ser um sentimento menor, identificado por Nelson Rodrigues em nossos patrícios. Seu principal componente, todos sabemos, é a vassalagem tupiniquim diante das demais nações; a submissão da nossa gente com relação a pessoas e coisas lá de fora. Vez por outra, produto do ufanismo, outro viés da idiotice nacional, ouve-se o anúncio de seu fim, que com o brasileiro não há quem possa. Quem dera que fosse assim. Mas, lamentavelmente, isso jamais ocorrerá. O complexo de vira-latas, como diria aquele ministro de Collor, é “imorrível”. Mas não pensem que esse sentimento se manifesta somente de forma concreta, claramente subalterna. Não. Ele aparece mais das vezes subliminarmente, escondido em atos arrogantes, em que se pretende mostrar justamente o contrário, que somos os maiorais, que... conosco ninguém podemos. Como agora, na reação do secretário estadual de Turismo diante da inclusão da Rocinha, por um blog norte-americano, entre os dez piores lugares do mundo para se visitar. O homem ficou uma fera, cuspiu fogo e concluiu sua indignação com um brado pretensamente superior: “Eu acho que isso é dor de cotovelo, no mínimo”. Dor de cotovelo... Hummm. Estaria ele imaginando uma inveja dos gringos provocada pelas UPPs do Serginho? Faça-me o favor. Agora, falando sério: dá para se aceitar que uma autoridade brasileira dê importância a um obscuro blog estrangeiro? Só a vassalagem explica. Fico a imaginar o que ele não faria se a classificação fosse coisa do New York Times. Não há dúvida: Complexo de vira-latas puro! Sabem por quê? Porque o secretário, ou lá que denominação tenha, nova-iorquino de Turismo jamais se ocuparia de uma crítica desse tipo, partida de um blog verde-amarelo. Nem tomaria conhecimento.
Escrito por Homero Vianna às 18h48
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INCONFORMISMO SENIL UM DOS piores castigos que a natureza impôs a nós velhos é o aumento do inconformismo com as coisas erradas; impostas mais das vezes por espertos que se locupletam com elas. Eu, para não fugir à regra, tenho cá minhas idiossincrasias de estimação. Não são muitas, mas sumamente incomodativas; e seu número está crescendo a cada dia. Não há dúvida que o melhor seria ignorá-las, sentar numa cadeira de balanço e se deixar levar pela alienação. Mas como alguém pode se alhear quando essas coisas – pelo menos as que me tiram do sério – estão aí, a todo instante sendo esfregadas na nossa cara? Não é que eu não tenha tentado, mas em vão. Elas me procuram. Aliás, nem precisam; estão em toda a parte, não consigo evitá-las. Só hoje, três vieram me fazer visita em forma de notícia. Vejam só: li que um participante do BBB, encarnando o espírito do programa, estuprou uma dondoca. Esta, não tendo espírito pornô-esportivo, deu queixa na polícia. Foi instaurado inquérito, que, estejam certos, vai enquadrar o porco, mas deve deixar de fora os donos do chiqueiro. A segunda me veio quando vi, pela TV, a consagração da violência, com a elevação ao panteão dos heróis nacionais de um hominídeo brutamontes, mestre em coices e chutes na cara. É bem verdade que a Globo, cuidadosa com a formação das crianças, pôs os egressos das cavernas exibindo suas “artes” alta madrugada. Mas vem mostrando os escabrosos lances, a que chamam de melhores momentos, durante todo o dia, para ensinar à petizada que chute na cara é esporte. A terceira ficou por conta da notícia de que o espiroqueta, criador de uma droga a que poderíamos chamar de ato sexual musicado, está em todas as paradas de sucesso com o lixo dançante que produziu. Dizem que ele e os demais protagonistas desses meus incômodos se deram bem porque encarnam o gosto da nossa gente. Será? Se é assim, só resta lamentar. Não estou bem certo, mas parece que foi Carlos Drumond de Andrade – se não foi fica sendo – quem, também às voltas com suas idiosincrasias, cunhou esta frase: “parem o mundo que vou saltar”. Como se o mundo fosse um enorme bonde, parando ao simples tocar da campainha. Não era; não parou, e ele, felizmente para nós, não pôde saltar. Durante bom tempo ainda permaneceu entre nós. Não sei se teríamos a mesma sorte caso ele vivo fosse hoje. Acho que saltaria, mesmo com o mundo em movimento.
Escrito por Homero Vianna às 21h19
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SECOS E MOLHADOS
O MINISTÉRIO das Micro e Pequenas Empresas, mais um cabide para empregar mais petistas, está na iminência de vir a furo. A informação é da coluna Panorama Político, do Globo. Como se vê, a criatividade dessa turma continua funcionando. Em breve, é bem provável que, entre outros, surja o ministério das Carrocinhas de Pipoca e Cachorro Quente...
O QUE abriu para Levandowski as portas do Supremo não foi só a amizade de sua mãe com a cara-metade de Luiz Inácio. Segundo Augusto Nunes, pesou mais do que esse apadrinhamento sua opinião, passada a emissários do Planalto, sobre o processo do mensalão. Ele, ainda segundo Augusto Nunes, se ajustou ao desejo do ex-presidente de ter “um parceiro de confiança, que o ajudasse a manter em liberdade os bandidos de estimação”. Os fatos recentes parecem confirmar isso.
EMBORA seja difícil saber se um coreano está rindo ou chorando, foi um espetáculo lindo aquele chororô das carpideiras no funeral de Kim II. Parecia uma sinfonia. Há quem diga que foi pura armação, que os que não aparecessem chorando diante das câmeras iriam fazer companhia ao falecido; e que, sendo assim, até quem não é de chorar chorou.
ESTA é para vocês que estudaram, hoje ralam no emprego para ver se sobra algum no fim do mês e ainda têm que prestar contas ao leão. Um ex-aluno do seminário de Edir Macedo, que resolveu se lançar por conta própria no comércio da fé, construiu em São Paulo um templo para 150 mil contribuintes, digo, fiéis. Considerando por baixo 10 pratas de cada irmãozinho, esse enviado de Deus, que pela pinta deve pensar que telepatia é uma tevê dada de presente por um sobrinho, engrossa sua conta corrente em um milhão e meio por noite. E livre de impostos. Aleluia, irmão!
PAULO Coelho, chamado a dar uma nota para o Brasil de Dilma, Palocci, Sarney e Cia, deu nove! Eu disse nove! Agora o melhor está na sua justificativa: “obras importantes de infraestrutura”, e... “corrupção sendo punida como deve”. Bem, para quem não sabe, Paulo Coelho mora na Europa, e... é um ótimo ficcionista. Uma das obras de infraestrutura a que ele se refere deve ser aquela estrada-dique lá de Campos...
E, A PROPÓSITO, eis que, no País desse mago de araque, que é sucesso lá fora porque na versão não tem erro de português, surgiu mais uma evidência de “corrupção sendo punida como deve”: o ministro Fernando Bezerra, quando prefeito de Petrolina, comprou para a prefeitura – e pagou – o mesmo terreno duas vezes. Não me perguntem como. Sabe-se apenas que o vendedor era um correligionário dele...
MILAGRE! Descobriu-se que a presidente da Argentina, país onde, segundo um amigo, tragédia rende votos, foi operada de um câncer que... não existia. Mas Eduardo Graeff revelou o porquê do estranho desaparecimento do carcinoma: Obama, com medo da descoberta de Chávez, mandou desligar a máquina de espalhar câncer em espertalhões sul-americanos. Também acho, só pode ser.
AH, e por falar neles, Ahmadinejad está na área. Veio visitá-los sabe-se lá com que intenções. Portanto, todo cuidado é pouco. Comandada por Chávez, essa patota, admiradora desse apedrejador de mulheres e homossexuais, é capaz de tudo.
LEVANTAMENTO da Controladoria Geral da União mostra que, desde 2002, chega a R$ 7,7 bilhões o montante da aplicação ilegal – leia-se desvio – de verbas pelo governo federal. Ainda segundo a CGU, a média de ressarcimento desses recursos aos cofres públicos é de apenas 15%. Será que os papanatas que aprovam esses predadores sabem disso? Não devem saber. E se souberem não vão acreditar. Só acreditam na existência do Brasil maravilha da propaganda que o governo faz na televisão.
VEJAM como são civilizados os brutamontes do MMA, egressos do Coliseu e hoje transformados pela Rede Globo em heróis nacionais: não é permitido chutar a cara do adversário se ele estiver com a mão no chão. Se não estiver, pode.
DEU NOS jornais que das 75 pontes destruídas nas enchentes de janeiro do ano passado somente uma foi reconstruída por Cabral, e assim mesmo pela metade; que as moradias para os desabrigados não saíram do papel. Também vocês querem o quê? O homem está preocupado com as UPPs e em botar teleférico nas favelas. Não sobra tempo.
ESTA é demais, e com ela encerro por hoje. Edir Macedo, o gerentão da Igreja Universal, vai colocar os irmãozinhos inadimplentes no SERASA e no SPC. Sem comentário.
Escrito por Homero Vianna às 18h59
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OS FUTURÓLOGOS
A CADA final de ano eles aparecem, a fazer previsões para os próximos 365 dias. São os charlatães profissionais, com suas cartas, seus búzios e suas bolas de cristal. O papo é sempre o mesmo: um político vai morrer; um artista ou um jogador de futebol vai se separar. Coisas desse tipo. Sem apontar quem, evidentemente. Lembro-me de ter assistido, no início de 1998, a uma entrevista de uma famosa espertalhona, chamada Mãe Diná. Ao ser indagada sobre o sexo da criança que Xuxa estava esperando, respondeu com firmeza: pode ser menino como pode ser menina. Genial. O mesmo que um turfista apostar em todos os cavalos do páreo. Como não havia uma terceira opção para o parto da exploradora dos baixinhos, ela acertou. E como a moda pega, o governo deu também para dar seus palpites futurológicos. Seu palpiteiro-mor é o ministro Mantega. Para o ano que se findou, foram feitas as seguintes previsões: inflação de 5,32%, ela fechou em 6,55%; 5% de crescimento econômico, não passou de 2,9%; 5,3% de crescimento da produção industrial, ficou em 0,78%. Como não tomam jeito, os futurólogos oficiais já soltaram suas previsões otimistas para 2012. Torçamos para que tenham trocado a bola de cristal. A dos vaticínios para o ano passado deve ter sido comprada no Paraguai.
Escrito por Homero Vianna às 11h06
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CONTROLE DE QUALIDADE NELES!
TEM SE falado muito ultimamente em ficha limpa e ficha suja, de ser necessário possuir a primeira para alguém se candidatar a um cargo eletivo. Beleza. Mas ainda não se cogitou de algo melhor. A exemplo do que se faz com produtos lançados ao consumo, seria o que poderíamos chamar de controle de qualidade dos políticos. Evitar-se-ia, com isso, o voto em pessoas erradas, em políticos que se apresentam com uma cara, quando na verdade têm outra; políticos que, tão logo eleitos, mandam às favas os votos recebidos e trocam de partido, movidos pelo até então escondido propósito de se dar bem. Brizola, com sua verve de saudosa memória, costumava usar o termo “está costeando a cerca” para se referir aos apanhados nesse tipo de conduta. Outro dia, Melchíades Filho, em artigo na Folha, citou alguns exemplos do que ele chama de vira-casacas. Do lote de espertalhões alinhados por ele, selecionei dois tucanos, cujo pulo de cerca eu já conhecia: Eduardo Paes e Gustavo Fruet. O primeiro era secretário nacional do PSDB, e como relator da CPI dos Correios chamou Lula de chefe de quadrilha; recentemente, de olho na Prefeitura do Rio, proporcionou-nos o mais deprimente espetáculo de servilismo jamais visto. Em busca do apoio daquele a quem ofendera, ajoelhou-se a seus pés pedindo perdão. Lula, malandro velho, fingiu esquecimento do gravame, recebeu-o em seu redil, e hoje o mantém debaixo de seu guante. O segundo, um dos que mais aguerridamente denunciaram o mensalão, esquema lulista de desvio de dinheiro público para compra de apoio político, bandeou-se para o PDT e é candidato a prefeito de Curitiba com o apoio daquele a quem fingia combater. Melchíades, moço educado, chama essa conduta abjeta dos dois de “adesismo de ocasião”. Eu, não tão educado quanto ele, tenho outro nome para ela. Só não vou revelá-lo em respeito às famílias que prestigiam este blog.
Escrito por Homero Vianna às 09h33
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SECOS E MOLHADOS EM SOLENIDADE de final de ano, a presidente Dilma dirigiu, vejam só, palavras de gratidão aos oposicionistas. Merecidas por sinal. Trata-se de uma oposição light, bem comportadinha, ideal para um governo marcado pela mais deslavada corrupção. Corrupção que talvez seja o que os atraia, fazendo com que, de vez em quando, um se escafeda pulando a cerca para o outro lado. Um amor de oposição.
MUITO boa a tirada de Zuenir Ventura sobre o affair em que se envolveu Adriano: “Encarar quatro popozudas depois de uma noitada revela uma disposição que, se ele a empregasse dentro do campo, seria imbatível”. Pois é, que disposição! A ÚLTIMA evidência do viés totalitário imperante no País é essa excrescência que se convencionou apelidar de Lei da Palmada. A pretexto de coibir a violência contra os peraltas, violência já tipificada e punível em normas existentes, o que se quer, a exemplo de outras leis cretinas, é retirar do cidadão o seu livre arbítrio; obrigá-lo a fazer o que o Estado acha que ele deva fazer. Não demora vem aí uma lei estabelecendo a temperatura da mamadeira. Esperem só. VEJAM a que ponto chegou o Supremo: o jovem ministro Toffoli, aquele que chegou lá em razão de ter sido advogado do PT, declarou que “está estudando se vota ou não no caso do mensalão, pela sua ligação com José Dirceu”. Bem, pelo menos ele, ao contrário de outros ministros, teve a cachimônia de confessar essa ligação perigosa. ETA FERRO! Nem mal iniciou o ano e a Globo já nos ameaça com uma nova edição do abominável Big Brother. Vem aí mais um espetáculo de baixeza e boçalidade humanas; mais um curso de mau-caratismo ao vivo e a cores administrado pelo professor Bial. Lamentável. E ROMÁRIO, hein? Está se separando de sua terceira mulher, com quem tem duas filhas. O baixinho que além de gols gosta de fazer filhos – tem uma penca de relacionamentos anteriores –, já deve estar se preparando para o pagamento de mais pensão. É uma atrás da outra, como em certa rua do centro do Rio... É INACREDITÁVEL. Vem aí mais uma lei produzida por quem, ao que parece, não tem mais o que fazer. Da lavra do pastor Crivella, que deve ser melhor orando do que legislando, o novo estrupício legal proíbe a venda ou aluguel de vagas de garagem para não condôminos de edifícios. Coisa que as escrituras de convenção ou os regimentos internos já proíbem. E se não proíbem, ninguém tem nada com isso. ESTA também é muito boa: a juíza da 7ª Vara Cível revogou a multa de R$ 30 mil, aplicada ao prefeito Jorge Roberto por descumprimento de liminar que determinava a remoção de ocupantes de área de risco de um morro. Como perguntaria Wolney Trindade: Sabe por causa de quê? Porque... esqueceram do principal; ele não foi intimado para lhe dar cumprimento. Fala sério. JÁ DISSE aqui, mas nunca é demais repetir: quer ficar por dentro das coisas relacionadas com o nosso ex-presidente? É só recorrer à coluna de Ancelmo Gois. Agora mesmo fiquei sabendo que a ex-primeira dama, vejam que coisa linda!, chama ele de Lu. Anotaram? Ela o chama de Lu. Atenção: não é Lulu, não, é Lu! SEGUINDO a velha mania de escolher melhores ao final de cada ano, entre muitas frases, escolhi a que acho a melhor de todas. Foi a proferida pelo presidente da FIEMIG depois de ser desmentido por dirigentes daquele órgão, que afirmaram não ter havido nenhuma “palestra” de Fernando Pimentel: “Deixa eu pensar um pouquinho como estão as coisas que eu volto a responder”. Deve estar pensando até agora. E PARA encerrar, a genial conclusão a que chegou o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Segundo ele, a ciranda de câncer envolvendo as divinais figuras da política sul-americana seria provocada pelos americanos. Ele não disse, mas provavelmente por um mosquito 007 da CIA, treinado na Casa Branca por Obama...
Escrito por Homero Vianna às 10h23
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APLAUDIR OU VAIAR? OUTRO dia, empolgado com a notícia de que nossa economia passara a do Reino Unido, já sendo a sexta no ranking mundial, um petista escreveu carta a O Globo conclamando-nos a aplaudir o que chama de “grande obra de Lula”. Fiel à minha natural avareza em matéria de aplauso, resolvi estudar melhor a conclamação do moço para saber se deveria atendê-lo ou não. Lamento informar que a conclusão a que cheguei não foi nada boa para ele. De saída, deparei-me com dois fatos inquestionáveis. O primeiro deles: não foi a nossa economia que subiu, foi a do Reino Unido, em razão da crise lá reinante, que caiu. Segundo: o bom momento do nosso PIB é decorrência da estabilidade econômica, resultante das medidas anti-inflacionárias adotadas lá atrás, com as quais Luiz Inácio não concordava e combatia, mas felizmente teve o bom senso de preservar; em boa hora, desistiu das promessas feitas no palanque de – quem não se lembra? – “mudar tudo isso que está aí”. Em resumo, o Brasil não chegou aonde chegou graças a ele, mas aos brasileiros que produzem, estes sim merecedores de aplausos. Eu diria até que não chegou aonde chegou por causa dele, mas apesar dele; dele e de suas ratazanas de estimação. Por isso, que me desculpe o petista se não atendo o seu pedido, e não esquento minhas mãos com palmas a seu guru. Aliás, se o fizesse, por uma questão de justiça, teria também que vaiá-lo pelos números, estes sim preocupantes, se fizermos uma comparação com o mesmo Reino Unido. Enquanto o IDH deles é o 28º mundial, o nosso é o... 84º; nosso PIB per capita é de US$ 12.916, enquanto o deles é de quase US$ 50.000; enquanto por lá favela é algo desconhecido, aqui, onde se fala tanto em crescimento da classe média, o número de favelados, segundo o IBGE, vem tendo aumento sistemático. Não vou falar em saúde e educação porque aí seria covardia comparar com o que existe lá. Muito menos em avanços no dinheiro público, cujos especialistas estão aqui – os meliantes do Planalto Central, no dizer de Augusto Nunes. Por isso, meu caro, não vou aplaudir o seu Querido Mestre. Mas fique tranqüilo. Também não vou vaiá-lo. E, sinceramente, torço para que fique logo bom, e volte à cena política porque ele me faz rir.
Escrito por Homero Vianna às 18h01
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FELIZ 2012! A cada final de ano tenho por hábito, estranho hábito eu sei, de contabilizar as perdas, e de trazer à lembrança aqueles que ficaram pelo caminho; de remoer a triste realidade de que não os terei comigo, que não os verei mais no ano que se inicia. Mas há, ainda bem, o consolo da presença dos que ficaram, e são tão caros como os que se foram. Àqueles, minha saudade; a estes os meus votos de um magnífico 2012. E que me façam o favor de permanecer por aqui. Como bem disse Vinicius, "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores. Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos".
Escrito por Homero Vianna às 10h29
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JÁ FOMOS OS MELHORES SEGUINDO à regra universal de que tudo muda, o nosso futebol também mudou. Para pior. Alguns “cientistas” futebolísticos – há muitos por aí hoje em dia –, espantados com o baile dado pelo Barcelona no Japão, têm tentado encontrar as causas para essa mudança negativa. E as buscam sem atentar para o fato de que uma dessas causas é o que chamamos de mídia esportiva. Ou seja, esses mesmos “entendidos”, que a movimentam. O mais preocupante é que, gerados a partir do momento em que o futebol deixou de ser um esporte, para se transformar num rendoso negócio, eles se multiplicaram como coelhos. Estão em toda parte; o futebol passou a ser, hoje, tema dominante nas emissoras de televisão, onde muita gente, que não sabe nem chutar de bico, emite opinião. Até Ana Maria Braga e seu insuportável papagaio, vejam só, já dão palpites abalizados. Tudo convergindo, e aí talvez esteja o xis do problema, para o endeusamento de jogadorezinhos que, no tempo em que se jogava futebol de verdade por aqui, não pegariam vaga no terceiro time. Mas como estamos vivendo a era da mediocridade, essas prendas de chuteiras ganham milhões para desensinar como se joga, e ensinar aos paspalhos qual a melhor cerveja, o melhor guaraná, o melhor celular, e por aí vai. É bem verdade que nos nossos técnicos, chamados atualmente de professores, talvez esteja a causa maior. Reforçando esta hipótese, li não sei bem onde, que, associada à presença nefasta desses luminares, estariam “os estragos causados pelo sumiço da várzea e seus campos de grama rala, substituídos por escolinhas que formam jogadores de futebol americano e proíbem a fantasia. Hoje, Garrincha não iria além da primeira ginga. Seria substituído por um volante de contenção”. Perfeito. E nada mais sugestivo do que a resposta dada por Guardiola, treinador do Barcelona, ao ser indagado por nossos basbaques jornalistas como conseguira fazer seu time jogar daquele jeito: - Vendo como os brasileiros jogavam tempos atrás. Simples. Só que a maioria deles não viu. Não viu, e não sabe o que perdeu.
Escrito por Homero Vianna às 18h55
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ESCOLA DE SAMBA APRENDIZES DO PLANALTO POR vezes, caros amigos, chego a pensar que tudo não passa de ilusão; que na verdade o que estamos vivendo escapa à realidade, é um sonho; um pesadelo, melhor dizendo. Tal conclusão me ocorre por ter lido no Estadão que Rosa Weber, recém-nomeada ministra do Supremo Tribunal Federal, ao ser sabatinada no Congresso e não conseguindo responder as perguntas de cunho jurídico que lhe foram feitas, confessou estar a anos-luz do notório saber jurídico, requisito básico para ingressar na nossa mais alta Corte. Ela, inclusive, teria admitido que conhece pouco de direito civil, penal e processual por estar há 35 anos na área trabalhista. E vejam que despropósito: afirmou que pretende “aprender no dia a dia do STF”. Segundo acaciana formulação daquele jornal, a nova ministra produzida pelo governo petista, “merece aplauso por sua franqueza. Mas a última instância do Judiciário – que tem a palavra final sobre praticamente todos os aspectos da vida dos cidadãos brasileiros – exige em seu plenário magistrados com sólidos conhecimentos e comprovada experiência em temas de alta complexidade, e não aprendizes”. É isso aí. Quem viajaria em uma aeronave, cujo comandante vai aprender no dia a dia da cabine? Quem se submeteria a uma cirurgia, cujo médico vai aprender no dia a dia do hospital? Ninguém. É o óbvio dos óbvios, mas, sacumé, Rosa Weber é da casa; é gente da gente. E, afinal, estamos vivendo a Era da Mediocridade de que fala Augusto Nunes. É tudo muito surreal, mas fazer o quê?
Escrito por Homero Vianna às 09h52
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