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O FILHO DA VÍTIMA X O FILHO DO BRASIL O amigo deste blog, Paulo Jucá, enviou-me a emocionada carta do filho de uma das vítimas do terrorista Battisti. Verdadeiro libelo, ela revela a forma covarde com que o protegido do governo brasileiro tirou a vida de seu pai. Adriano Sabbadin, é o nome do missivista, atualmente com 46 anos, tinha 17 quando o açougue da família foi invadido por Battisti e seu bando sanguinário. Eu não sei se esta carta chegou às mãos da Folclórica Figura que chefia o governo. Se chegou, ele não deve ter lido. Se leu, deve ter dado de ombros. Em razão da facciosa omissão do STF, daqui a pouco o assassino italiano estará livre, leve, solto e impune ao lado dos seus assemelhados nacionais. Adriano Sabbadin vai ficar esperando por uma justiça que não virá. De qualquer forma, vale a pena transcrevê-la: "VIVO em uma pequena cidade na província de Veneza. Escrevo a todos os brasileiros, pois hoje me sinto profundamente ferido pela decisão de vosso ministro da Justiça de considerar Cesare Battisti um refugiado político. Há 30 anos ele assassinou meu pai. Não quero vingança, mas uma justiça que não chega. Quem é Battisti: ele começou na política dentro do cárcere, detido que estava por crimes comuns, aí conheceu o terrorista de extrema esquerda, Arrigo Cavallina. A PRIMEIRA vítima dos Proletários Armados para o Comunismo - PAC, foi o suboficial da guarda carcerária Antonio Santoro. Quando este sai de casa para o trabalho, Battisti lhe atira nas costas (6/6/1978). Retornando ao seu grupo ele conta excitado à sua companheira os efeitos de ver ‘alguém jorrando sangue’. Depois de uma série de assaltos o grupo resolveu centrar contra aos agentes da ‘contra-revolução’, isto é, comerciantes que haviam reagido contra assaltos comuns. INICIALMENTE pensou-se em somente feri-los, mas a vontade de mostrar a própria força a outros grupos de terroristas de esquerda, convence o PAC que é necessário fazer ver que se é capaz de matar. Chegaram a nosso açougue pelas 4 e meia da tarde. Meu pai, ajudado por minha mãe, atendia a algum cliente, eu estava nos fundos falando ao telefone, quando ouvi os tiros de pistola que ribombavam nos meus ouvidos. Apavorado, corri para nossa casa que ficava no andar superior, depois de longuíssimos minutos vi homens que saiam num carro em disparada. Quando cheguei ao açougue, vi minha mãe com o avental branco todo ensangüentado e meu pai no chão dentro de uma poça de sangue. A ambulância chegou rapidamente, mas nada pôde fazer. NO PROCESSO, a perícia e o testemunho de um arrependido fizeram ver que Battisti tinha dado, sem piedade, os tiros mortais em meu pai. BATTISTI esteve sempre presente no grupo armado, colocando à disposição sua experiência de bandido e ficou conhecido por sua determinação em matar, jamais hesitando em fazê-lo. POR todos esses crimes, Battisti cumpriu somente um ano de cadeia, enquanto minha vida ficou completamente destruída. Me vi, aos 17 anos, como o chefe de família, num vazio que com o tempo só fez aumentar. Não pode existir paz sem justiça, e a minha família justiça não teve. NÃO consigo entender o que levou vosso ministro da Justiça a classificar Battisti como um refugiado político, declarando que na Itália existem aparatos ilegais de repressão ligados à Máfia e à CIA, por isso não pode conceder a extradição, o fato me parece uma folia e mais que isso, ofensivo à nossa democracia. PEÇO que façam um apelo ao vosso presidente para que reveja essa decisão. Adriano Sabbadin". 
Adriano, você tem a idade de um de meus filhos, e isso estabelece uma, embora tênue, afinidade entre nós. Meu caro, receba a minha solidariedade, mas perca a esperança. O matador de seu pai, ao invés de ser encaminhado à Itália para pagar pelos seus crimes, não demora estará desfrutando de uma boca em uma estatal. No Brasil, existe hoje uma abjeta solidariedade ideológica que funciona. Tem gente que fez coisa parecida contra irmãos brasileiros, e está aí posando de rei da cocada preta. A sua carta não vai produzir efeito. Mas servirá para documentar o atual momento que vivemos aqui.
Escrito por Homero Vianna às 09h32
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UM MITO EM CONSTRUÇÃO Da seção Carta ao Leitor da revista Veja: “Dizem os publicitários que a boa propaganda é a maneira mais eficaz de enterrar um mau produto. Em política, as coisas se passam ao contrário. A propaganda funciona para oferecer aos eleitores mitificações que, muitas vezes, guardam pouca relação com o candidato real. Não é por outra razão que as campanhas custam cada vez mais caro. Em 2010, a candidatura presidencial do PT (...) deverá custar 190 milhões de reais. Quase 90% dessa fortuna será gasta com propaganda destinada a edulcorar o perfil de sua candidata, Dilma Rousseff. Isso não é uma distorção inventada pelo PT. Há tempos os políticos se convenceram de que devem criar um avatar triunfante, simpático e infalível que, nas eleições, substitua sua carranca humana. A oposição deve gastar soma semelhante com esse mesmo objetivo. Uma reportagem desta edição sobre o filme ‘Lula, o Filho do Brasil’ mostra que disfarçar peças de propaganda em produção culturais é uma maneira de turbinar a imagem dos políticos sem incorrer em gastos. Pago por empresas privadas com interesses no governo, o filme é um novelão melodramático que expurga fatos biográficos, endeusando o homem, com óbvias repercussões eleitorais positivas para a candidata da situação. A fita faz parte de um projeto mais amplo de transformar Lula em mito. Os arquitetos dessa estratégia, que agem muitas vezes à revelia do próprio Lula, sonham em criar uma imagem santificada do atual presidente. O filme dá sua mãozinha. ‘A narração de Lula, o Filho do Brasil é encadeada como a vida de Cristo, do nascimento na manjedoura à ressurreição gloriosa’, revela Isabela Boscov, crítica de cinema. A ideia ao manter o fantasma de Lula tão presente na vida política nacional como o do velho rei Hamlet na peça de Shakespeare é produzir a impressão de que o novo presidente eleito é apenas um usurpador. Esse quadro ofereceria risco para a estabilidade política, mas também para Lula. Ele ganharia muito se agisse nesse caso com a mesma sabedoria que o levou a abortar as tentativas dos bolsões radicais do petismo de abrir caminho para o terceiro mandato”. Entro na conversa: Eis aí, afirmada de forma clara, numa análise precisa, o que vem a ser essa peça cinematográfica e qual a sua intenção central. Mestres na arte de negar, os atuais donos do Brasil dizem que não se trata disso; que o objetivo era apenas e tão somente fazer um filme como outro qualquer . Calhou que fosse sobre Lula; pura coincidência; que foi sobre ele mas poderia ser sobre outra pessoa. Tudo bem, então me respondam: se não fosse Luiz Inácio o santificado na “obra”, mas outra pessoa, as Camargo Correa e Odebrech da vida seriam tão generosas? Não precisam responder. Desse magnífico texto da Veja só discordo da parte em que diz que os estrategistas palacianos “agem muitas vezes à revelia do próprio Lula”. Nem dona Marisa acredita nisso...
Escrito por Homero Vianna às 19h13
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PEQUENAS CONSIDERAÇÕES DOMINICAIS 
ABRO os trabalhos transcrevendo um trecho, com o qual concordo plenamente, do blog do meu amigo Deo Queiroz: “Quero apenas falar do pequeno Tiago, prematuro de sete meses, recém-nascido de quinze dias que, tão novo e inocente, já conhece as mazelas de um Brasil que vive de mentiras, de explicações arrogantes e imbecis, de desvios de verbas e de estatais robustas e repletas de incompetentes”. Falooou. POR FALAR nisso, recordemos as palavras da ministra-candidata dias antes de quase todo o país ficar às escuras: “Nós também temos outra certeza: a de que não vai ter apagão. É que voltamos a fazer planejamento”. Eis aí mais uma explicação para o apagão: excesso de... planejamento. VOCÊ sabia que na sua conta de luz há uma parcela específica para custear a fiscalização do sistema energético pela Aneel? E que, entre 2002 e 2008, somente 45% do valor arrecadado foi destinado a esse serviço? O quê? Para onde foram os 55% restantes? Perguntem a Franklin Martins ou a Tereza Cruvinel, os dois devem saber. Arrisco apenas um palpite: o gato comeu. 
EM ENTREVISTA concedida à emissora Rede TV, o presidente Luiz Inácio afirmou que o mensalão não existiu, que tudo não passou de uma tentativa de golpe. Ainda segundo ele, Marcos Valério, o cabeça do esquema juntamente com Zé Dirceu, “foi plantado no PT pela oposição”. Haja óleo de peroba… 
ALGUÉM poderia me informar o porquê de tanto interesse de Tarso Genro em impedir a extradição daquele criminoso condenado pela justiça italiana? Seria correto um ministro da Justiça, apenas por afinidade ideológica, tomar partido e agir como ele está agindo? Esta última dele então foi de lascar: acusou a Itália, por insistir no seu direito de ter o assassino condenado de volta, de querer desmoralizar o Brasil. Tarso Genro, meu filho, dá um tempo, está ocorrendo exatamente o contrário. 
EU CONTEI. O nome, ou melhor, o apelido do presidente Luiz Inácio apareceu nada menos do que oito vezes em uma coluna de Ancelmo Gois, no Globo. Os maledicentes que tirem suas conclusões. Eu não digo nada!  E JÁ QUE falamos no presidente, o mesmo Ancelmo Gois revelou, naturalmente achando lindo, que Luiz Inácio quando se hospedou no Palácio de Buckingham, ao sair do banheiro, vangloriou-se com sua cara-metade: “E eu aqui fazendo cocô no palácio da rainha da Inglaterra”. Pois é, que nome se dá a isso? Classe? Finesse? Não sei. Mas sei que aquele pessoal que, segundo o IBOPE adora o homi, está morrendo de inveja. Gostaria de estar no lugar... do vaso sanitário real. O GOVERNO passou da ameaça à ação. Já se encontra no Congresso o projeto de lei que vai neutralizar a fiscalização do Tribunal de Contas da União nas obras públicas. Se aprovado, e com a maioria encabrestada pronta a prestar mais este serviço certamente será, a coisa vai ficar como o diabo gosta. É a institucionalização do superfaturamento. E o povão... batendo palmas, apoiando. 
ESTA é de cabo de esquadra, como se dizia antigamente. O STF, vejam bem, o STF!, emitiu uma decisão que o “freguês” só obedece se quiser. Traduzo: decidiu que o criminoso italiano deve ser extraditado, mas que o governo pode extraditá-lo ou não. Fica a critério de Luiz Inácio, Tarso, Zé Dirceu e Cia. Mutatis mutandi, o mesmo que um juiz determinar uma prisão, com a ressalva de que a polícia prende se quiser...
O GLOBO quis saber das empresas patrocinadoras do milionário melodrama de culto à personalidade do presidente, TODAS envolvidas com o governo, por que foram tão pródigas. É evidente que nenhuma delas revelou o principal motivo, aqueeele motivo que quem não tem cabeça para separar as orelhas conhece muito bem. Entre as razões esfarrapadas que apresentaram, selecionei a mais esfarrapada delas, a dada pela francesa GDF Suez: Resolveu entrar na vaquinha milionária porque “trata-se de um importante documento de memória da vida do atual presidente e da história política a partir da redemocratização do país”. Vejam como são as coisas, uma empresa francesa interessada na “vida do atual presidente” e na nossa “história política”... Hummm.

A JUSTIÇA americana está no encalço de Edir Macedo, o porteiro do Reino de Deus, e de mais nove de seus divinais asseclas. Alguém precisa avisar a eles que a Justiça americana não é de refrescar, vide aquele casal de outra seita. No lugar deles eu arrumava as trouxas, enchia as malas de dólares e voltava correndo pro Brasil. É bem verdade que aqui eles também estão sendo processados. Mas aqui... Sacumé. 
ELES não desistem. Enquanto não calarem a imprensa não vão sossegar. Vai daí que mais uma proposta nesse sentido, saída da usina totalitária do PT, foi apresentada à Conferência Nacional de Comunicação, uma estrovenga patrocinada pelo governo e entidades sindicais. Não sei se um dia esses liberticidas compulsivos lograrão êxito. Não sei. Só sei que, a começar pelo cabeça da patota, enquanto não transformarem os meios de divulgação em boletins oficiais, eles vão continuar lutando. Ô raça braba... 
MENSAGEM que me foi enviada pelos parceiros Pamé e Milton Bezerra dá bem a mostra do atual nível cultural da nossa gente. Em um programa de perguntas e respostas da TV, um participante disse que a capital do Espírito Santo é o Distrito Federal... E um outro que o feminino de leitão é... pernil. Pra mim chega! Com essa eu vou embora.
Escrito por Homero Vianna às 14h40
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CAMBADA! MONDO CANE. Estas mãos cretinas estão segurando a que tirou a vida de três inocentes. E as hienas estão rindo! Que país é este, meu Deus? 
Escrito por Homero Vianna às 12h29
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PACIFISTA ÀS AVESSAS Os petistas se consideram acima do bem e do mal. A cada crítica respondem com ofensas debochadas, a começar pelo seu cacique, que se considera o supra-sumo da humanidade, uma espécie de segunda edição do Salvador; para quem só perderia no quesito humildade. Mas como ser humilde, uma criatura que encarna a perfeição? Para eles, não há saída. Criticou? É taxado de direitista. Só que se ferram quando têm pela frente alguém a quem não podem dar esta classificação. Como Carlos Vereza, autor do artigo-verdade, cujo título é este aí em cima, e que por ser bastante oportuno, resolvi transcrever: “HÁ poucos meses, Lula foi agraciado com um prêmio por seus esforços a favor da paz. VEJAMOS uma sucinta biografia desse bravo ‘pacifista’. Na campanha presidencial de 2002, em encontro com militares, ele declarou ser contra o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. IMEDIATAMENTE após sua eleição, o então ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, obviamente avalizado pelo presidente da República, declarou ser urgente a fabricação de uma bomba atômica. JOSÉ Dirceu, à época chefe da Casa Civil, propôs a criação de uma força armada latinoamericana. É evidente que não falou sem uma superior autorização. LULA, muito antes do ditador Hugo Chávez, organizou com outros objetivos sua tropa de choque, o MST – as SS dos trópicos, financiadas pelo governo federal. ESSES facínoras depredaram o Congresso Nacional, invadem propriedades privadas, cometem assassinatos, sempre sob a leniência do Grande Timoneiro. QUANDO da campanha pela reeleição, o PCC, ‘coincidentemente’, promoveu verdadeiros atos de terrorismo em São Paulo, com a finalidade de desmoralizar Geraldo Alkmim. Dossiês apócrifos foram fartamente distribuídos, afirmando que, no caso de uma vitória de Alkmim, seria dissolvido o Bolsa Família. AINDA sobre o PCC: seus membros, anteriormente, ordenaram a seus parentes que votassem em José Genoíno para deputado. Esclarecedor, não? RECENTEMENTE, o vice-presidente, José Alencar, retomou o tema da fabricação da bomba atômica, sob o pretexto de defender o pré-sal, que começará, ou não, a produzir resultados daqui a quinze ou vinte anos, quando, com certeza, combustíveis alternativos substituirão, em grande escala, o petróleo. DESNECESSÁRIO frisar que José Alencar não se pronunciou de moto próprio. LULA não consegue disfarçar sua simpatia por esbirros autoritários, como o já citado Chávez, Morales, Lugo, Zelaya, Ahmadinejad, Kadafi, Ortega e outros menos votados. EIS aí a grotesca geopolítica bolivariana, que mal consegue disfarçar o ressentimento antiamericano. E pensar que existe um lobby para que esse ‘pacifista’ receba o Prêmio Nobel da Paz... Socorro!”. E agora?
Escrito por Homero Vianna às 10h11
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FILHO DO BRASIL OU DA... NUMA demonstração de que o arsenal de artifícios totalitários dessa gente é diversificado, vem aí para ser exibido em todos os cinemas do país um melodrama sobre a vida da ridícula figura que ora ocupa o Palácio do Planalto. A estreia está prevista para os primeiros dias de 2010. É claro que, como ainda falta um bom tempo para que Luiz Inácio preste contas Lá Em Cima e ainda vai ficar um bom tempo falando bobagens aqui por baixo, haverá um vácuo no enredo; a churumela ficará incompleta. E eles sabem disso. Mas o negócio é que não se podia perder tempo, afinal, a eleição é agora... E o que Elio Gaspari chama com muita propriedade de "A arma cinematográfica de Lula e Dilma", ainda que incompleta, tinha necessariamente que ser exibida já; perderia sua função eleitoreira se não fosse assim. Agora, de onde saiu o dinheiro para custear esse caríssimo projeto político-cinematográfico? – os amigos perguntarão. Ora, desde quando dinheiro foi problema para essa patota? Segundo Ancelmo Gois, o que sabe tudo que se passa no palácio presidencial, quatorze empresas cuidaram disso, entre elas uma... francesa. Quase todas, ainda segundo ele, com "linhas de interesse no governo Lula". Entenderam, crianças, ou preciso desenhar? Como não vou perder meu tempo vendo essa "obra", até porque não há nada sobre as verdades e as mentiras do seu protagonista que eu não saiba, pego carona no que dizem sobre essa armação os que se submeteram ao sacrifício de vê-la. Como o próprio Elio Gaspari, que faz uma crítica precisa, apontando com clareza a sua estrutura e, com mais clareza ainda, o real objetivo dos cineastas espertos que a conceberam: santificar o homem; dar força à crença de que estamos mesmo diante da reincarnação do Nazareno. Daí – diz ele – a supressão de fatos que pudessem comprometer essa santificação. Como, entre outros, aquele episódio envolvendo uma jovem que ele engravidou e abandonou à própria sorte por não ter aceitado sua sugestão de praticar o aborto. A criança nasceu. Recebeu o nome de Lurian. E, por uma dessas trapaças do destino, nome que lembra o de remédio para males do fígado... (Bebeu de novo? Lurian te bota novo!). A supressão desses fatos – é ainda o colunista quem diz – “empobrece o personagem e ilude a plateia”. Mas, afinal, não é o que pretendem os idealizadores desse filme-jabá? Não é iludir a platéia?
Escrito por Homero Vianna às 09h14
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APAGOU GERAL ESTE texto, de fantástica precisão, cujo título é Apagou Geral, foi produzido por Ricardo Noblat. É um pouco longo, por isso fiz alguns cortes que, todavia, não reduzem sua força. Vale a penar ler. “Apagão de bom senso: foi um microincidente, segundo o ministro Tarso Genro. Não foi. Em extensão foi o maior apagão da história do país. Afetou 18 estados e 88 milhões de pessoas. (...). Pela primeira vez, pararam todas as turbinas da hidrelétrica de Itaipu. Apagão de gestão: não é aceitável que um ou três raios no interior de São Paulo desliguem Itaipu e apaguem o país. Apagão de responsabilidade: no instante em que se fez o breu, Lula sumiu. Dilma Rousseff (...) também sumiu. (...) Apagão de comunicação: o falatório desconexo das autoridades e dos técnicos adensou a escuridão. (...) o governo não tinha a mínima ideia sobre o que dizer à população no primeiro momento – nem no segundo. Lula, assustado com o estrago que o episódio pode causar na imagem do governo, concluiu que o melhor seria todo mundo se calar. (...) Apagão de compostura: Quando parecia insustentável o sumiço da mãe de tudo o que o governo faz de bom, Dilma finalmente falou. Antes não o tivesse feito. (...) em vez de dar explicações, foi grosseira com os jornalistas. Só faltou jogar nas costas da mídia a culpa pelo apagão. (...). Apagão de respeito ao cidadão: em toda algaravia produzida pelo governo, havia apenas uma preocupação comum: bater forte na tecla de que o apagão da dupla Lula/Dilma não era tão grave quanto o de Fernando Henrique. A preocupação eleitoral ganhou linguagem marqueteira: FH teve apagão; Lula/Dilma, somente um blecaute. Como se o escuro do apagão fosse diferente do escuro do blecaute. Apagão de autoridade: empenhado em tentar esquecer o assunto, o governo atravessou a fronteira que separa o legítimo exercício do mando do deplorável exercício do autoritarismo. (...) Dilma e Lobão deram o episódio por encerrado, (...) como se os cidadãos não tivessem o direito de cobrar uma investigação rigorosa sobre as causas do apagão. Apagão de gerência: um setor técnico e estratégico como o de energia foi loteado entre os dois maiores partidos da base do governo: PT e PMDB. Agentes político-sindicais petistas comandam a área de geração – Itaipu, Petrobras – enquanto agentes das várias etnias do PMDB comandam a área de transmissão e distribuição – Furnas, BR Distribuidora. A Eletrobrás, que está nas duas pontas, é feudo do senador José Sarney. Apagão de regulação: criadas no governo FH para regular os principais setores estratégicos com base em critérios técnicos e a salvo de ingerências políticas, as agências foram desidratadas de recursos e aparelhadas politicamente. O poder de regulação escapou das mãos dos técnicos e foi devolvido às mãos dos ministros (...). Apagão de hierarquia: para evitar guerra interna e sabotagens entre aliados que dividem o comando do setor de energia, Lula deu todo o poder a Dilma para comandar os comandantes. Resultado: ministros e presidentes de grandes estatais têm os cargos e as verbas, mas não têm o poder de fato. Em condições normais, governantes tendem a fazer o jogo de fugir às suas responsabilidades. O governo Lula acentuou tal característica. É sempre assim: na hora de faturar acertos, proliferam seus verdadeiros e falsos pais, mães e avós. Na hora de encarar o problema, some toda a família e a lambança fica órfã. O povo? Ora, fica no escuro."
Escrito por Homero Vianna às 19h15
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PEQUENAS CONSIDERAÇÕES DOMINICAIS VEJAM a que ponto chegamos: algumas questões do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE foram elaboradas com dados de exaltação ao presidente Luiz Inácio. As respostas certas eram as que se referiam ao governo. Falando sobre esse vergonhoso proselitismo autoritário, o professor de Ciências Políticas da UFF, Eurico Figueiredo, disse pouco mas disse tudo: “É inaceitável”. NO ÚLTIMO comício de dona Dilma, ao se referir ao navio que arrendara para uma de suas empresas, Eike Batista, aquele que, não se sabe como, descobriu o mapa das minas e se tornou o mancebo mais rico do país, pôs à mostra, com esse primor de puxa-saquismo, a razão de seu bom trânsito nas hostes do poder: disse que a embarcação lhe traria sorte porque fora batizada pela ex-guerrilheira. Que lindo. INICIALMENTE prevista para o próximo mês, a entrega de prédios populares construídos com recursos do PAC em Juazeiro do Norte, Ceará, foi adiada porque alguns desses prédios... desabaram. Ainda bem que eles não esperaram que houvesse gente dentro...
DENIS Lerrer Rosenfield é professor da filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Vejam a opinião dele com relação à facciosa diplomacia tupiniquim, comandada por Toptop Garcia: “A diplomacia brasileira cada vez mais assume uma feição bolivariana, comunista”. Quem se apresenta para contestar essa verdade? VEJAM até onde vai a criatividade nacional. Dois pastores da Igreja Universal se apaixonaram um pelo outro e vão se casar. Por razões óbvias, deixaram a seita de origem e fundaram a sua própria, a “Igreja Cristã Contemporânea”, para abrigar, segundo eles, os gays de Cristo. O seu lema deve ser o conhecido é dando que recebemos... O DOTE é um componente das núpcias em algumas partes do mundo. É o dinheiro com que o pai da noiva, como vocês sabem, “compra” a afeição do noivo. Na política brasileira há um método parecido. Só que, nesse caso, dote passa a se chamar verba. Eis um caso concreto: dotes, ou melhor, verbas fizeram Ciro morrer de amores e “se casar” com Luiz Inácio, a quem antes afirmava não ter condições para ser presidente. Como esta agora, segundo os jornais já liberada, de R$ 10 milhões. Haja amor. O BRASIL é um país sui-generis. Para gerir os negócios relacionados com os Jogos Olímpicos de 2016 foi criado pelo governo federal um órgão, a que foi dado o estranho apelido de Autoridade Pública Olímpica, e que vai dispor de uma verbinha da ordem de R$ 20 bi! E vocês sabem quem vai comandar esse órgão? Quem vai ser, em última análise, essa autoridade? O quê? Um desportista de reputação ilibada? Erraram. O quê? Um político sério ligado ao esporte? Erraram de novo. Vai ser Orlando Silva, o comunista que compra tapioca com cartão corporativo... O MINISTRO Édison Lobão, o dos cabelos negros como a asa da graúna, já foi conhecido, em razão da maldade imperante no Senado, como O Mordomo de Drácula. Mas isso é coisa do passado. Em razão das confusas explicações que vem dando sobre a origem do apagão, passou a ser chamado de “Rolando Lero”... CAETANO é um tipo engraçado, todo mundo sabe. Quando menos se espera, lá vem ele com sua língua ferina sacaneando alguém. Sua vítima dessa vez foi o presidente Luiz Inácio, a quem, entre outras coisas pesadas, chamou de analfabeto. Seria inveja porque fizeram um filme com o filho de dona Lindu e esqueceram o filho de dona Canô? Luiz Inácio fez muito bem em não dar confiança. Até porque, sabe que o moço é assim mesmo, morde e assopra. Daqui a pouco vai pedir desculpas o chamando de meu rei. E POR falar em Luiz Inácio, vejam só essa: depois de conversar por dez minutos com Sarkozy sobre aquecimento global pelo telefone, a saudade apertou e ele resolveu dar sequência ao papo... pessoalmente. A esta hora o aerolula já deve ter pousado em Paris, cidade preferida de dona Marisa. Quem quiser dizer que a família Silva já está passando dos limites que diga. Eu é que não digo. Não quero ser acusado de pertencer azelitis. O SUPREMO finalmente acabou com a alegria dos sete mil e poucos suplentes de vereadores que, com a mudança-mutreta na Constituição, queriam tomar posse imediatamente. Segundo a decisão final da Suprema Corte, aquela mudança só produzirá efeito a partir do próximo pleito. E já tinha até beneméritas figuras falando em requerer atrasados... E O RIO de Janeiro, hein? Vejam só, a velha cidade do Rio de Janeiro dos “espadas” e coisa tal foi eleita a cidade mundial dos gays. Aliás, há muito tempo eu já havia percebido essa vocação... Aquelas passeatas, semana sim semana não, com centenas de milhares de maricotas e maricotos rebolando em Copacabana já denunciavam essa condição. É isso aí. A Cidade Maravilhosa passou a ser Maravilhooooosa. LUIZ Inácio mente quando diz que não sabia de nada. O homi sabe de tudo. Agora mesmo acabei de ver na televisão ele dando uma demonstração da amplitude de seus conhecimentos. Foi ao explicar o porquê da dificuldade de se acabar com a poluição no mundo. Segundo ele, “é porque o mundo é redondo; se fosse quadrado, seria mais fácil”. Sabe tuuudo! E PARA finalizar, um consolo para você que está com o exame de próstata marcado para esta semana. Aquele examezinho do famigerado toque retal. Console-se, poderia ser muito pior. Já pensou se o seu urologista fosse o juiz de paz Henriquinho?
Escrito por Homero Vianna às 14h51
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DÁ CHUPETA PRO BEBÊ NÃO CHORAR NÃO SEI se o mesmo se passa com vocês: ler um texto, e sentir a sensação de que o autor tirou as palavras de seu teclado, morrendo de inveja porque gostaria de tê-lo escrito. Comigo vez por outra isso acontece. Como agora, depois de ler o minieditorial do Globo, cujo título é Saco de Bondades. E já que não o escrevi o transcrevo: “Aproxima-se o Natal, e o governo tira mais um coelho da sua cartola: celular de graça para os 11 milhões atendidos pelo Bolsa Família. Quem não gosta de ganhar um presente? Mas estamos em ano pré-eleitoral, e os tribunais competentes devem abrir o olho para essas liberalidades – que a oposição não tem como praticar. A oferta também cria uma relação torta entre governo e sociedade. Nesse ritmo dos presentes periódicos, a relação passa a ser de dependência; alimenta-se a figura do super-pai, o que é coisa muito diferente do conceito de cidadania. O cidadão consciente é o que cobra do governo o que é função do Estado: oportunidades básicas em educação, em saúde, um mínimo de segurança. Quando isso não existe, o presente equivale a uma chupeta que se enfia na boca da criança para que ela pare de chorar”.
Escrito por Homero Vianna às 09h25
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O FINAL NÃO SERÁ BONITO ESTOU certo de que os amigos já sabem. Mas não custa nada lembrar: dona Dilma Rousseff é uma funcionária pú-bli-ca! Como tal, ela é paga com o dinheiro... público, vale dizer, nosso dinheiro, para desempenhar na Casa Civil funções específicas de seu cargo. Funções onde não está incluído, evidentemente, o périplo, dia sim outro também, Brasil afora, para batismos de navios, conchavos políticos e visitas a igrejas, sinagogas, mesquitas, centros espíritas e terreiros de macumba. Mesmas funções específicas que – para isso também é paga, e regiamente paga – deveria desempenhar na sinecura do conselho de administração da Petrobras onde a enfiaram. Por não ter o dom da ubiquidade e envolvida com sua campanha, na qual pontifica até em reinauguração de quadra esportiva de favela, por certo sua cadeira, nos dois empregos, deve ficar vazia com o palitó pendurado em seu encosto... Nunca antes na História destipaíz, para usar o mantra do chefe dela, alguém ousou adotar essa prática, rigorosamente ilegal, que a ex-terrorista está adotando: mandar às favas a legislação eleitoral para, à custa do Erário, viajar pelo país com objetivos eleitoreiros. E, sentindo-se imune a qualquer ação moralizadora, ainda enriquecer seus discursos capengas com ironias debochadas e desaforos dirigidos aos que não concordam com tal prática. Ultimamente, como se fosse uma caixa de eco do seu mentor, ela deu para zombar da oposição e falar mal da imprensa. Aliás, com relação aos órgãos de divulgação é fácil identificar, em suas palavras, certa simpatia pelo método chavista de sufocá-los, quando não fechá-los. Míriam Leitão foi muito feliz na análise desses métodos. Sei que, pelo noticiário, os amigos já estão a par desse e de outros métodos do Mussolini venezuelano. Mas não custa transcrever o que foi dito por ela: “O método chavista é o de implodir a democracia – atuar por dentro, corroer as instituições, revestir tudo com um discurso supostamente progressista, dizer que fala em nome dos pobres, atacar a imprensa e disseminar o conflito interno. Contra a morte lenta da democracia, mascarada com a manutenção do ritual das eleições periódicas, os organismos multilaterais não sabem o que fazer. O final de tudo isso não será bonito”. Só resta esperar que esse bando de liberticidas mais cedo ou mais tarde – de preferência mais cedo – saiam de cena. Caso contrário, repetindo Miriam Leitão, aqui também o final de tudo isso não será bonito. Nada bonito.
Escrito por Homero Vianna às 08h33
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UM TRABALHO BEM FEITO OS VOTOS ainda não estavam totalmente contados, mas ante a evidência da vitória do candidato do PT, um amigo sentenciou: “esse cara (cara!, olhem só, Obama não foi o primeiro...) vai dividir o país”. Errou feio. Já o Brizola velho de guerra, com aquele hábito incomodativo de dizer coisas certas, chegou até a vaticinar a respeito dele: “Para conseguir o que quer é capaz de pisar na cabeça da própria mãe”. Não foi preciso pisar, os marqueteiros salvaram a cabeça de dona Lindu... Competentes, fizeram com que aquelas preocupantes ameaças em forma de rosnados raivosos de antes, desaparecessem; como desapareceram os assustadores olhos rútilos nelsonrodrigueanos, que lhes davam ênfase. Deram lugar, em 2002, a uma nova imagem: a do Lulinha paz e amor; imagem retocada e um sorriso mais falso do que nota de 3 reais, sem os quais - palavra de marqueteiro - ele jamais chegaria à vitória. E uma vez obtida a vitória, esquecido das promessas de campanha, apropriou-se da política econômica do governo anterior, pôs um tucano no Banco Central, aliou-se ao que de pior existe na política tupiniquim, como os Sarneys, Renan, Barbalho, aquele outro com cara de camundongo cujo nome esqueci, o pessoal da Univer$al, e flanou no mar de almirante da economia mundial. É bem verdade que, vez por outra e fugindo do script, o Lulão verdadeiro ameaça ressurgir, pondo à mostra o seu escondido viés autoritário, a sua grosseria arrogante, contrastantes com a rinsagem magistral, que lhe amansou a barba e os cabelos. Vocês já devem ter visto: inobstante o botox, que lhe adoçou as feições, a fera domada vez por outra põe a cabeça de fora. Mas, convenhamos, é coisa passageira. A raiva, que momentaneamente o faz, por exemplo, comparar Fernando Henrique a Hitler, vociferar contra a imprensa e chamar os críticos de idiotas, logo passa ao embarcar no aerolula rumo a algum canto do mundo. Como agora, quando foi a Londres para receber mais uma homenagem internacional “espontânea”, onde só o jantar saiu a R$ 4 mil por pessoa. Tudo custeado, of course, pela... Petrobras, pela... Caixa Econômica e... pelas empresas privadas que ele enquadrou e de quem se tornou garoto propaganda. A vida de um presidente é bela, amigos. Ele provou e adorou. Cumprir promessas pra quê? Dividir o Brasil pra quê? Reformas pra quê? Pisar na cabeça de dona Lindu pra quê?
Escrito por Homero Vianna às 17h01
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VAMOS RIR UM POUCO Sei que vou sair um pouco do espírtito deste blog, mas fazer o quê? A culpa é do Pamé, que me mandou estas pérolas. E, por que não dizer, igualmente minha, já que também sou chegado - quem não é? - ao humor, digamos, escatológico mas bem bolado. Hoje vocês ficam com o tratamento sutil dado ao Dulcolax e ao Velho Barreiro por publicitários de imaginação fértil. Amanhã, prometo, voltarei a tratar de coisas sérias como a política nacional. Epa! Política nacional é coisa séria? Continuo no terreno do humorismo...

Escrito por Homero Vianna às 17h32
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PEQUENAS CONSIDERAÇÕES DOMINICAIS (Embora seja sexta-feira) BIOGRAFIA, a gente sabe, é coisa para fim de jornada; prestação de contas de quem fez e está de saída. Não tem nada a ver com quem quer entrar, que ainda não fez e só diz que vai fazer. Foi certamente pensando assim que “dois nomes de peso”, segundo a coluna Panorama Político do Globo, recusaram o convite para escrever a biografia de dona Dilma. Quem se habilita? Eles pagam bem. AINDA segundo a mesma coluna, Duda Mendonça desembarca segunda-feira no Rio para assumir o marketing da campanha de Lindberg Farias. O guri é candidato ao governo do Estado. Pois é, ele mesmo, Duda Mendonça! Errou quem supunha que o gajo estivesse preso. E POR falar em dona Dilma, eis um dado significativo para sua biografia: a dita cuja vai a Copenhague a fim de participar da reunião da ONU para o Clima. Não se sabe o que o Gabinete Civil tem a ver com o clima e com problemas ambientais; só eles sabem. Quanto a nós, sabemos apenas que lá não tem obra do PAC pra justificar o passeio...  PREPARE-SE. Os sábios do governo vão nos enfiar pela goela abaixo um novo tipo de tomada. Tomada, aquilo que alguns, vocês sabem, confundem com focinho de porco. E não tem porém! Muito menos explicação. É compulsório e fim de papo! Ou fazemos a substituição ou, a partir daí, não vamos mais poder ligar nossos aparelhos. O quê? Vai ter nego ficando rico com essa ratatuia? Vocês é que estão dizendo. ESSA eu nem vou comentar. Vai ser criado por lei o Dia da Cachaça. Não se sabe se será feriado; muito menos se sabe se o deputado autor do projeto, que é da chamada "base aliada", quis homenagear alguém... Só se sabe que não foi “uma boa ideia”. Pois é, eu disse que não ia comentar e acabei comentando. É a danada da cachaça...  A INFORMAÇÃO é do jornal O Globo: Luiz Inácio vai fechar o ano com a marca recorde de 33 países visitados. Acho que não devemos censurá-lo por gostar tanto de fazer turismo, quem é que não gosta? Ainda mais sem transtornos em aeroportos, sem a preocupação com bagagens, livre de fiscais aduaneiros e, principalmente, sem mexer na conta bancária, pois a Viuva é quem paga. E, se duvidar, além do cartão corporativo, tem até diária nessa história... TARSO Genro, vocês sabem, é ministro da Justiça. Como se trata de um passional ideológico, não devia ser. Mas é. E o pior, amigos, é que, esquecido até da denominação da pasta que ocupa, dá declarações inadequadas para um ministro da... Justiça. "Comuna" de boa cepa, compra briga quando, por exemplo, alguém discorda dos "métodos" do MST e os chama de criminosos. Enfurecido, agora quer, segundo declarou aos jornais, que “o agro-negócio seja tratado da mesma forma”. Entenderam? Não? Não é mesmo para entender... OUVI falar, mas como esse pessoal é capaz de tudo deve ser verdade: o PT – leia-se governo, dá no mesmo – vai criar blogs chapas-brancas, pagos com nosso dinheiro, para fazer proselitismo da candidata oficial. É isso aí, a internet, nosso território livre vai deixar de sê-lo. Só espero que não tornem obrigatório o acesso a esses “blogs” mercenários. AO LADO de Paulo Maluf, seu novo “amigo de infância”, Luiz Inácio, em sua visita demagógica anual aos catadores de lixo de São Paulo, voltou a discursar, criticando os que – como nós (e ele) –, não precisam catar lixo para viver. Não disse, mas, no fundo da alma, o demagogo-mor não quer que esses infelizes desapareçam; que deixem de catar lixo. Se conseguirem um emprego decente e abandonarem essa prática, ele só terá Paulo Maluf para ouvi-lo. NÃO SEI se vocês viram; os jornais não comprometidos mostraram: equipamentos que custaram quase 100 milhões de reais ao governo, e que seriam de grande importância para o combate ao crime no Rio de Janeiro, encaixotados e inservíveis, numa demonstração de descaso do poder público. Concordo com o editorial do Globo: “É uma inaceitável e estrondosa demonstração de incompetência que, na prática, se converte em conivência com o crime”. Também acho. VOTEI em Francisco Dornelles. Podem me vaiar, aceito as vaias, pois votei e não há como retirar o voto. Quem não se engana nesta vida? Me enganei, pronto, podem vaiar. Eu reconheço: sou merecedor de vaias, pois votei num negocista da melhor qualidade. É duro reconhecer, também, que graças ao meu voto ele, dizem os jornais, jantou com Dilma Rousseff e, certamente não se referindo ao tempero, achou o jantar “extremamente positivo”. Vai levar o quê para apoiá-la? Perguntarão vocês. Sei lá, perguntem a ele. Quanto a mim, podem vaiar. Mereço. AINDA sobre aquela escalafobética declaração do presidente envolvendo Jesus e Judas. Aquele papo de coalizão com o submundo político para governabilidade. Acho que o jornalista Carlos Alberto di Franco acertou na mosca: “Lula não fez nada para mudar esse quadro. Ao contrário, seu estilo de governança fortaleceu o que de pior existe na vida pública brasileira”. É isso aí. Lamentavelmente, é isso aí.
A PROPÓSITO, encerro com um chiste de Agamenon, personagem do Casseta e Planeta: “E se Lula for realmente Jesus Cristo que voltou à Terra desta vez disfarçado de pernambucano? Só que, em vez da multiplicação dos pães, até agora só conseguiu fazer o milagre da multiplicação dos empregos públicos. Como não tem nenhum Lázaro para ressuscitar, resolveu ressuscitar o Collor das trevas”. Não só Collor, ressuscitou muitos outros. Sarney, Renan e Maluf que o digam.

Escrito por Homero Vianna às 10h31
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VEM PRA CAIXA VOCÊ TAMBÉM “Já imaginaram uma sessão no Supremo, com o ministros envergando a respeitável toga preta, decorada com logotipos da Petrobras, da CEF, do Banco do Brasil? Os mais ousados logo começariam a anunciar refrigerante, maionese, batata frita, cerveja… Seria interessante, né? As excelências poderiam estabelecer no tribunal uma espécie de guerra de slogans publicitários” (Augusto Nunes). HOUVE festança, festança da boa. Mais de mil e quinhentos convidados! O governo caprichou no local, no bufê e na idade, nacionalidade e qualidade das bebidas. Dinheiro? Ora dinheiro, dinheiro, amigos, nunca foi problema para essa gente. A Caixa, a mesma Caixa velha de guerra que, a exemplo da Petrobras e do Banco do Brasil, compra com suas verbas as boas referências na mídia para o Chefe não poderia deixá-lo em falta na festa para o "meu guri" recém-nomeado; pagou a despesa, e o enfant gâté do Planalto teve seu dia de astro. Nunca antes nestipaiz, para usar o bordão do presidente, um ministro do Supremo tomou posse com tanta pompa e chiquê. Coisa pra Ibrahim Sued nenhum botar defeito. Pois é, agora no STF, cumpre a José Antônio Toffoli, ele que foi um fiel escudeiro do PT e do governo como advogado, única justificativa para sua nomeação, dar continuidade a esse trabalho. Se não para agradecer a nomeação, para retribuir o regabofe da melhor qualidade patrocinado pelo seu pessoal. É isso aí, amigos, já não se faz mais STF como antigamente.
Escrito por Homero Vianna às 19h02
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RIO 2016 (I) O BELETRISTA e amigo deste blog, Antônio Soares, o Visconde do Rio Calimbá, enviou-me esse interessante exercício premonitório acerca dos Jogos Olímpicos que Carlos Nuzman, Serginho Cabral & Cia conseguiram programar para o Rio em 2016. O autor, segundo ele, é desconhecido, daí a falta do registro de seu nome. Vale a pena ler, trata-se de uma crítica inteligente, ferina e, sobretudo, engraçada. ATÉ O FIM DE 2009 1. As TVs vão entrevistar os idealizadores da candidatura, dando parabéns etc e dando a entender que todo o mundo queria a candidatura do Rio. Por todo mundo entenda-se todo o planeta mesmo… 2. No réveillon os fogos vão formar o símbolo olímpico no céu de Copacabana. 3. Na Malhação, da TV Globo, um dos personagens estará em treino pras Olimpíadas e vai dizer, em todos os capítulos, que competir em casa será “irado” e “sinixxxxxxtro”. 4. Dilma Rousseff, que pensa ser gol quando a bola entra na cesta e que em jogo de volei tem impedimento, orientada por sua equipe de produção, fará discursos dizendo que sempre amou os esportes, coisas desse tipo. NA COPA DE 2010 1. Galvão Bueno durante a narração dos jogos da Seleção Brasileira vai dizer que a Olimpíada éééééééeé do Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrasilll!
Escrito por Homero Vianna às 21h05
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