TUDO A SEU TEMPO

AMIGOS, outrora militante na área criminal, ainda que como obscuro advogado, acho ter, fruto de longo aprendizado, algo a dizer sobre a momentosa denúncia relacionada com o senhor Luiz Inácio da Silva. E também com os, digamos, midiáticos desdobramentos dela. Antes de mais nada, esclarecimento aos leigos de que ela, a denúncia, é apenas o prólogo processual; para apresentá-la, o Ministério Público necessita apenas de indícios de materialidade e de autoria, aliás, neste caso, há de se convir, mais do que evidentes. Logo, não há, nesse primeiro momento, que se falar em provas. Só ver-se-á se elas existem, ou não, se são suficientes para justificar uma condenação, ou não, no curso da ação penal. Lá na frente. Ainda não é o momento próprio. Por isso, a meu ver, estão ambos errados, Ministério Público e defesa. A defesa porque, jogando para a plateia, na tentativa de transformar o jurídico penal em político, fala em perseguição a uma pessoa que, segundo ela, na comparação com Jesus Cristo admitir-se-ia apenas o empate. O Ministério Público porque, ao se apresentar diante de câmeras e holofotes televisivos, levou o caso para um terreno onde ele, o denunciado, exerce um estranho poder de sedução e mistificação popular. Era tudo o que ele queria. Já temos, inclusive, mais um mote na praça. Depois do “impeachment sem prova”, agora o “condenação sem prova”. Tudo para, com o martelar da mentira, a versão de perseguido se consolidar. E para que, em seus renitentes sectários e devotos, materialize-se a absurda crença de que quem deva ser julgado é... o Ministério Público. E não o político mais honesto do sistema solar. É isso aí.



Escrito por Homero Vianna às 11h59
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ATO DE QUÊ?

Ato. Simplesmente, um ato. Antes, quando o bando de desordeiros petistas saía às ruas, destruindo o que encontrava pela frente, no dia seguinte o que se lia nos jornais é que ocorrera apenas uma... manifestação. Nada além disso: uma manifestação. Agora, trazida de volta pela bandidagem, a desordem criminosa ganhou nova definição nas primeiras páginas – foi um... ato. O vandalismo é o mesmo, mas agora passou a ser chamado de... ato. Ora, ato é um substantivo carecedor de adjetivação. Ato de quê? Não dizem. E ai da polícia se age para tentar impedir a destruição do patrimônio urbano. Estaria, indevidamente, agindo para coibir um ato! E onde já se viu, agir contra o direito dos petistas de saírem por aí quebrando e destruindo o que encontram pela frente? Se essas doces pessoas estão, apenas e democraticamente, praticando somente um ato?



Escrito por Homero Vianna às 11h46
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JOGO SUJO

HOFFMANN, Grazziotin e Lindbergh. À primeira vista, a ideia que surge é a de que se trata da linha média da seleção sueca. Mas, nada disso. Na verdade, vem a ser o trio atacante de outro time, o Fica Dilma FC, expoente da segundona do Senado. Adeptos por formação do jogo sujo, os três vêm dando, de forma sistemática e ao vivo e a cores, demonstração de que o órgão a que pertencem, anteriormente chamado de Câmara Alta do Poder Legislativo, pode facilmente ser rebaixado à condição de câmara da baixaria. Principal atacante do time, Hoffmann vem de entrar de carrinho nos adversários favoráveis ao impeachment, ao afirmar, na base do “somos mas quem não é”, que o Senado não tem moral para julgar a madrinha do seu time. Uma espantosa declaração, merecedora até de cartão vermelho. Cartão vermelho que, se não vier a ser dado, deixará na torcida a certeza de que a indisciplinada atacante está coberta de razão. Ela e, também, o nordestino de Nova Iguaçu e a moça da foice e do martelo que jogam no mesmo time.



Escrito por Homero Vianna às 08h42
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A TÍTULO DE CURIOSIDADE

VAMOS lá. E como Jack o Estripador, por partes. Parte 1- Bumlai, o amigo de Lula, foi quem – amigo rico é pra essas coisas – inicialmente se encarregou da reforma do sítio de Atibaia. Porém, como pobre que enriquece muito rápido fica exigente, dona Marisa Letícia não gostou do andamento da obra e do material nela empregado. Convenceu então o marido a entregá-la a uma empreiteira de grande porte. Como, a exemplo de outras do ramo, Odebrecht e OAS deviam favores mil a seu honestíssimo marido, não foi difícil convencê-las a substituí-lo. Com isso, a família Lula da Silva foi presenteada, não só com a reforma milionária, mas também com uma cozinha cinematográfica de 250 mil reais e uma torre telefônica de 1 milhão de reais. Uma adega, também incluída nessa reforma, recebeu as centenas de garrafas dos finos e caros vinhos trazidas de Brasília - uma enoteca para sommelier nenhum botar defeito. Parte 2 - Uma vez concluída a obra, a fazendola foi transformada em uma espécie de disneylândia lulista, uma lulândia regularmente frequentada pelo chefe e sua prole, sob a proteção de guardas federais, transformados não só em cães de guarda de sítio, como em executores de pequenos serviços - noblesse obligé. Parte 3 - Mesmo diante de tais evidências, Lula nega ser o dono do sítio. Segundo ele, pertenceria ao filho de um amigo. Aliás, um tipo curioso de dono, um dono que nunca vai ao sítio que “comprou”, não tem nem uma sandália havaiana lá, e certa vez, quando quis ir com uns amigos ao “seu” sítio, ligou antes para um filho de Lula pedindo permissão. Parte final- A título de curiosidade, cabem as perguntas: Por que Bumlai se propôs, anteriormente, a custear a reforma do sítio, se não tinha qualquer vínculo com a pessoa que dizem ser sua “dona oficial”? Mais ainda: por que, sendo o tal “dono oficial” do sítio um ilustre desconhecido para as duas empreiteiras, e a quem elas não deviam favor algum, ambas se dispuseram a agracia-lo com a reforma luxuosa que triplicou o seu valor? Por que, certa vez, desejando ir ao "seu" sítio, o “dono oficial” ligou para um filho de Lula em busca de autorização? Com efeito, só com boas respostas a essas perguntas, Lula deixaria de ser seu dono de fato – que realmente é –, para ser, como quer nos fazer crer, aquele intruso que entra de favor na casa dos outros e não sai mais.



Escrito por Homero Vianna às 10h04
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UM SONHO DOURADO

AQUELE espetacular show da abertura deixou no ar um problema: achar o adjetivo adequado para defini-lo. Usei espetacular, mas me parece insuficiente. Foi algo que nem a interminável e ridícula oratória terceiro-mundista de autolouvação do gajo que se achava dono da festa conseguiu empanar seu brilho. Muito menos, não por culpa dos organizadores, evidentemente, a queda de qualidade, do também interminável desfile, com a apresentação de alguns países parecendo alas de escola de samba do terceiro grupo. Muito boa a ideia de tocarem Garota de Ipanema, música que é a cara do Rio. Ótima contrapartida, sem que houvesse certamente essa intenção, ao duvidoso gosto então reinante. Só que, se por um lado justa homenagem a Tom Jobim, por outro, imperdoável omissão de seu parceiro Vinicius, deixado inexplicavelmente de fora. De qualquer forma, valeu. Agora é esperar pela festa de encerramento, quando certamente novas boas surpresas ocorrerão. Triste, porém, é saber que, luzes apagadas, o dia seguinte nos colocará novamente diante da amarga realidade nacional; o dia seguinte de um país medalha de ouro em corrupção; um dia seguinte parecendo volta das férias, jeito de segunda-feira chuvosa depois de um domingo de sol.



Escrito por Homero Vianna às 12h21
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O ÍCONE DA ESQUERDA

O JORNAIS lá de fora adoram meter o bedelho em nossos assuntos internos. E não raro falseando situações, ao sabor de suas convicções ideológicas. Agora mesmo percebe-se neles grande preocupação com o que se passa com Lula. Para eles um semideus tupiniquim sendo vítima da direita brasileira. Não se sensibilizam com as falcatruas e os cambalachos que fizeram dele um dos homens mais ricos destas bandas. Para eles, continua sendo o operário pobre perseguido pela elite branca de olhos azuis. O Le Monde, porta-voz comunista francês, nos dá um bom exemplo da deformação a que me refiro ao defendê-lo, classificando-o como "ícone da esquerda brasileira". E que estaria sofrendo nas mãos da Lava-Jato. Vejam só: um ícone da esquerda, segundo o jornal, que, como sabemos, ficou milionário aliando-se aos... empresários, ícones da direita. Só rindo.



Escrito por Homero Vianna às 12h33
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DESCONHECIMENTO TOTAL

DILMA Rousseff pensa que vive em um país de otários. Vejam só: era Chefe da Casa Civil quando de lá partiu um dossiê mentiroso difamando Ruth Cardoso – disse que nada tinha a ver com a trampa, e que dele não tinha conhecimento. Era ministra de Minas e Energia por ocasião da compra da Refinaria de Pasadena – disse que, embora tenha autorizado a negociata, de seus detalhes não tinha conhecimento. Era presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando aconteceu a roubalheira bilionária que deu origem à Lava-Jato – disse que não sabia de nada, que desse propinoduto não tinha conhecimento. Era presidente da República, quando foi praticado o crime de responsabilidade batizado de pedalada – disse que a culpa era de funcionários, e de tais pedaladas não tinha conhecimento. Seu marqueteiro e orientador espiritual João Santana confessa que recebeu dinheiro sujo nas campanhas dela – também disse que não tinha conhecimento. Um portento. Nunca sabe de nada. Tudo de errado que se passa em volta dela, ela diz que não tem conhecimento. E quer continuar na Presidência! Pedalando, e tentando nos enganar com esse papo de que não tem conhecimento de p*rr* nenhuma.



Escrito por Homero Vianna às 10h35
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PEGA NA MENTIRA

A PRESIDENTE afastada, com viagens custeadas, segundo os petistas, por uma "vaquinha", saiu pelo País deitando falação. Para variar, mentindo, o que já se tornou rotineiro. Aliás, é o que essa senhora melhor sabe fazer. Outro dia mesmo, em São Bernardo do Campo, em meio às costumeiras agressões ao vernáculo, serviu a seus acólitos mais um cardápio de lorotas. Desta vez, além daquela já surrada alegação de golpe, a mentirosa afirmação de que “a perícia do Senado e o Ministério Público descartaram irregularidades”. Mentirosa porque nem a perícia e nem o Ministério Público “descartaram irregularidades”, coisa nenhuma. A perícia, embora absurda e impropriamente a isentasse de culpa, confirmou a prática do crime de responsabilidade. Enquanto o Ministério Público apenas concluiu não haver nas pedaladas implicação de natureza penal a justificar a instauração de inquérico criminal. Fica no ar a pergunta: até quando essa triste figura permanecerá mistificando, e abusando da nossa paciência?



Escrito por Homero Vianna às 10h40
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NEM ESCREVEU NEM LEU

Dona Dilma não foi ao Senado apresentar sua defesa. Preferiu enviar uma carta, certamente aconselhada por quém que a escreveu. A leitura coube a seu ativo e operante causídico. Ou seja, ela nem a escreveu e muito menos a leu. É provável que não tenha ido até lá para ler porque alguém - quem sabe o Bessias - há também de tê-la alertado de que, caso aquele amontoado de risíveis autoelogios saíssem de sua boca, ela, segundo antigo ditado, praticaria um vitupério. Mas, a grande verdade, amigos, é que nem o fato de ter sido lido pelo seu porta-voz fez com que o texto chinfrim ganhasse força. E não só não ganhou como teve até um certo ar de chanchada, com o doutor Eduardo tentando dramatizar o texto mediante patéticas modulações de voz. Teatro puro. Fica, então, no ar a pergunta: será que com essa carta ridícula ela e seus acólitos acham que vão sensibilizar os julgadores? Certamente, e é o que o País espera, não vão conseguir. Esse repetitivo papo de "golpe" e "farsa" já era. Assim como o de que é uma mulher-maravilha, honesta e que nunca roubou. Desmentidas pelos fatos, são alegações que já perderam a validade.



Escrito por Homero Vianna às 13h26
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PEDALADA JURÍDICA

Há, amigos, um artifício no nosso sistema penal que garante a impunidade ao criminoso que tenha dinheiro para gastar. Não, não estou me referindo a manobras sujas. Nada disso. Refiro-me, sim, a chicanas, mas chicanas legalíssimas. São aquelas, muito comuns em Brasília, baseadas no papo furado jurídico da “presunção de inocência”; de que a culpa só pode ser definida, e preso o acusado, depois do trânsito em julgado da sentença condenatória, ou seja, só depois de esgotados todos os recursos. E se digo que é coisa para quem tenha dinheiro para gastar, é simplesmente porque custa caro. Não é coisa para pé-rapado; não é coisa para quem roubou pouco, mas para quem roubou muito, e pague em dólares. Foi, certamente, preocupado com a impunidade decorrente da natural demora do julgamento desses espertos recursos protelatórios, que o STF decidiu que o início do cumprimento da pena se dará após confirmação no segundo grau de jurisdição. O réu, se quiser continuar recorrendo indefinidamente, recorrerá, mas recorrerá preso. Até porque não há mais que se falar em presunção de inocência, mas de presunção de culpa. Sucede que, como essa determinação mexeu com muita gente importante, já há um movimento para anulá-la. Doutor Kakai, o advogado das estrelas do mensalão e do petrolão, já foi, inclusive, contratado por um partido para agir nesse sentido, e paralelamente vem dando entrevistas atacando-a. Portanto, temos um parâmetro para tirar qualquer dúvida com relação a se é ela, afinal, boa ou ruim. Se para doutor Kakai e seus contratantes é ruim, é boa para o Brasil. Sem qualquer sombra de dúvida.



Escrito por Homero Vianna às 12h48
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FUTEBOL S/A

O FUTEBOLl, que hoje vejo pela televisão mais por vício do que por gosto, mudou muito, meus caros. E não só em qualidade, mas pelo fato de haver perdido o que poderíamos chamar de sua essência lúdica (falei bonito). Deixou de ser um esporte, é hoje um negócio – e que negócio! Não raro desligo a televisão com menos de quinze minutos do primeiro tempo. Não só pela pobreza do que se passa no gramado, com jogadores mais parecendo clowns com gaforinhas exóticas, barbas de terrorista, tatuagens bizarras, brinquinhos e chuteiras coloridas. Mas também pelo desprazer de ver nas transmissões a constante focalização da plateia. Talvez seja por causa da idade, mas em mim dói e incomoda assistir a uma legião de idiotas, alguns fantasiados e com sua coreografia debiloide, a disputar espaço na tela com o jogo, como se fossem partícipes do espetáculo e não meros espectadores. E hino, amigos? Para quê hino antes dos jogos? Com a globalização e o encurtamento das distâncias não há nada mais sem sentido do que envolver a pátria com o futebol. Mais ainda quando se sabe que os nossos jogadores hoje vivem em outros países e já falam outras línguas. Aquela história de “pátria calçando chuteiras” já era; soa até ridícula. Acho graça e, podem crer, tiro o som quando, aos primeiros acordes do Hino Nacional, vejo os nossos “patriotas”, mãos no peito, fingindo entoar uma letra que não aprenderam. E cá pra nós, há algo mais ridículo do que, por exemplo, o time da França, perfilado, cantando a Marselhesa? Não seriam, no caso, mais adequados os hinos da Argélia, Nigéria, Namíbia, Quênia ou sei lá de que país africano, de onde emigrou a maioria de seus jogadores? E os brasileiros (brasileiros?) que jogam por outras seleções, que hino devem cantar? O nosso, ou o de Portugal, Itália, Espanha? Podem crer, como sei que a pureza e o sentido lúdico do futebol não voltam mais, as bilheterias dos estádios contabilizarão um ingresso a menos – o meu. E o controle remoto vai permanecer pertinho de mim. Lugar de palhaçada e de palhaços é no circo. Clic.



Escrito por Homero Vianna às 10h04
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UM HOSPÍCIO CHAMADO BRASIL

PODEM acreditar. Não é papo furado. Por força da área em que atuam, e do seu cotidiano contato com os mais disformes caracteres e as mais inusitadas reações humanas, os advogados adquirem, ainda que empiricamente, um doutorado em psicanálise e até mesmo em psiquiatria. Só que, por falta de diploma específico, longe de diagnosticar, evidentemente, podem apenas deixar no ar suas suspeitas diante de certas condutas. Não fujo à regra. Por isso, com relação àquela senhora que exige o tratamento de “presidenta” (bom sintoma, por sinal) nada de anamnese psiquiátrica de minha parte. Mas, diante do que tenho lido e ouvido ultimamente acerca de agressões verbais e até mesmo físicas praticadas por ela, não há como deixar de... suspeitar. Agora mesmo reforça essa suspeita uma nota das mais significativas, a informar que: “para tentar aplacar as crises, cada vez mais recorrentes, a presidente tem sido medicada com dois remédios, ministrados desde a eclosão do seu processo de afastamento: Rivotril e Olanzapina, este último usado para esquizofrenia, mas com efeito calmante”. A nota conclui afirmando que “a medicação nem sempre apresenta eficácia, como é possível notar”. Suspeitemos, pois. E rezemos. Ela pode voltar.



Escrito por Homero Vianna às 10h52
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TÃO CANALHAS OU MAIS

É FATO incontestável que os treze anos de reinado do PT foram os mais nefastos anos da História nacional. Em todos os sentidos. E servindo de pano de fundo da passagem dessa corja, uma triste e nunca vista mistura de cinismo, mentira, mistificação, sem-vergonhice e outros “atributos” menos nobres, também presentes mas impublicáveis. É fora de dúvida que nunca, em tempo algum, em lugar algum se roubou tanto e se multiplicaram propinas milionárias, mascaradas com imaginárias palestras, consultorias fajutas e outras patifarias cerebrinas. Lula e sua grei enriqueceram, enquanto o país à deriva descia ladeira abaixo. Hoje, um rombo de 170 bilhões é o resumo dessa ópera cretina. Para não se falar no desemprego, na inflação crescente e na escassez de recursos para a Saúde e a Educação, que a Constituição diz serem direitos do povo e dever do Estado; recursos que foram desviados para outros países, numa mistura de corrupção e ideologia. Diante de tal quadro, amigos, então o que estaria levando patrícios nossos a, vestindo camisa vermelha, irem para a rua a fim de defender essa gente? A manifestar apoio àqueles que, no dizer incontestado do ministro Celso de Melo, compõem uma sofisticada organização criminosa? Como não tenho uma resposta razoável, fico com a emitida por tio Izaurino de lá de Varre-Sai: - meu sobrinho, é que são tão ou mais canalhas do que eles.



Escrito por Homero Vianna às 09h56
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UM RECADO PARA TEMER

MARIO Vargas Llosa, escritor peruano laureado com o Nobel de Literatura, esteve em Buenos Aires e, após visualizar a transformação positiva decorrente da queda do kirchnerismo, escreveu um artigo cujo título diz tudo: "Uma Outra Argentina". Eis um pequeno trecho: "Terá acabado finalmente para a Argentina o tempo dos desvarios populistas e o feitiço suicida que 'o socialismo do século 21' de Chávez e Mauduro exerceu sobre o governo dos Kirchners? Depois de passar uma semana nesse país, alegra-me dizer que sim. Nos poucos meses desde que assumiu o poder, Maurício Macri realizou reformas corajosas e radicais para desmontar a máquina intervencionista e demagógica que estava arruinando uma das nações mais ricas do mundo, isolando-a e empurrando-a para o abismo". É isso aí. Mutatis mutandis... Acorda Brasil.



Escrito por Homero Vianna às 11h37
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SUPREMO X IMPEACHMENT

“QUE Deus se apiede do Brasil”. Foram as enigmáticas palavras de Eduardo Cunha ao votar. Por que as proferiu? Ficou no ar o mistério – ele não disse. Eu, confesso, também acho que Deus deve se apiedar do Brasil. Mas deixo bem claro por quê: que Ele se apiede de nós se os membros do STF conseguirem inviabilizar o impeachment , como têm deixado claro ao atropelar sem cerimônia disposições constitucionais relacionadas ao processo. Ficou evidente esse propósito quando, logo no início, intervieram em seara alheia, impondo regras à Câmara. Não satisfeitos, em vassalagem explícita, fizeram tábula rasa do que dispõe a Constituição (e são pagos para defendê-la), ao colocar enxertos no rito, como recriar o exame da admissibilidade do processo pelo Senado, afrontando seu artigo 51, que com toda clareza atribui à Câmara, “privativamente” (vejam bem, privativamente!!!), decidir sobre a admissibilidade do processo. Cabendo tão somente ao Senado, por disposição do artigo 52, “privativamente, processar e julgar”. Só. Processar e julgar. O juízo de admissibilidade há de ficar lá atrás, decidido na Câmara. Como leciona o jurista Alexandre Moraes, “não haveria sentido em possibilitar-se que, após realizado o juízo de admissibilidade por 2/3 dos membros da Câmara dos Deputados, o Senado realizasse nova análise, deixando de instaurar o processo, em flagrante usurpação e desrespeito à competência da outra Casa Legislativa”. Mas eles não estão nem aí. Estão, isto sim, doidos para nos transformar numa Venezuela. E o doutor Lewandowski já disse que é o Supremo que vai dar a decisão final. Que Deus se apiede de nós.




Escrito por Homero Vianna às 20h29
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